(Ricardo Rimoli/Estadão Conteúdo)

Em meio à pandemia do coronavírus, a International Board (IFAB, na sigla em inglês), órgão que regulamenta as regras do futebol, anunciou algumas alterações que deverão ser seguidas pelos árbitros a partir de 1.º de junho.

A mudança mais importante é com relação à regra da mão na bola. O toque na junção do braço com a axila, ou seja, na região da manga curta da camisa, não será mais considerado infração. “Com a finalidade de determinar com clareza a infração de mão, se estabelece o limite do braço no ponto inferior da axila”, disse o comunicado da IFAB.

Já o toque de mão involuntário no ataque só deve ser assinalado, caso leve a um gol ou a uma “ocasião manifesta de gol”. Essa determinação é totalmente diferente da atual, que considera falta qualquer toque da bola na mão no momento decisivo das jogadas.

Nas cobranças de pênalti, os árbitros não deverão voltar a cobrança, em caso dos goleiros se adiantarem, caso a bola for na trave ou para fora. O arqueiro que se adiantar deverá ser advertido, mas não receberá o cartão amarelo.

O VAR também não foi esquecido. A IFAB determinou que “sempre que o incidente revisado seja suscetível a considerações subjetivas, o árbitro deve revisá-lo no monitor à beira do campo”.

As competições que começam (ou começariam) antes de 1.º de junho podem escolher se implementam as orientações neste ano ou apenas na próxima edição, caso do Campeonato Brasileiro. Os torneios paralisados por conta da pandemia (Estaduais e Copa do Brasil, por exemplo) podem concluir a disputa com as regras da temporada passada ou adotar as normas para a próxima.