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A instabilidade da situação do sistema de saúde italiano ainda gera muita insegurança em clubes e jogadores do Calcio. Muitos não querem a volta das competições, mas também temem a queda de arrecadação com a suspensão dos direitos de transmissão que deveriam ser pagos ao fim do campeonato.

Em um país com quase 30 mil mortes causadas pelo coronavírus, o jornalista esportivo brasileiro Andersinho Marques vê vários impasses para o retorno do futebol na Itália. Em entrevista à Banda B, ele trouxe dados alarmantes sobre o aumento do número de casos em atletas da Série A.

“90% dos jogadores não querem jogar, só que os contratos os obrigam a cumprir certas atividades. Praticamente todos os clubes voltaram a treinar, mas alguns já registraram casos da doença, o que é preocupante. O Torino tem um jogador com covid-19; a Fiorentina já possui seis doentes e a Sampdoria divulgou uma nota em que afirma que outros três jogadores já foram contagiados e, inclusive, um deles voltou a ter a doença após ter sido curado”, revela Marques.

Outro problema é o dinheiro dos direitos de transmissão do Calcio. A televisão ainda não pagou cerca de 215 milhões dinheiros aos 20 clubes. “Os times não querem voltar, mas evitam dizer isso porque podem perder essa quantia. Não é fácil resolver. Eles esperam que o governo e o Ministério da Saúde tomem uma decisão”, acrescenta Andersinho.

Quarentena

Como um dos países mais afetados pela pandemia, sérias medidas foram tomadas pelos órgãos governamentais italiano. Andersinho revela que até multas foram instauradas durante o período mais crítico da quarentena. “Até o domingo passado estava tudo fechado e as pessoas só poderiam sair para realizar compras, além daqueles que trabalhavam em serviços críticos e essenciais. Que foi pego fora de casa sem um bom motivo, foi multado em cerca de 400 a mil euros. A estimativa é de que 200 mil multas já foram registradas durante esse um mês e meio de quarenta”, completa.