O Ministério Publico do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou, nesta quinta-feira (5), três empresários investigados a partir da Operação Derby, que apura supostas tentativas de aliciamento de jogadores do Londrina para manipulação de resultados em apostas esportivas. Um deles é Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino Popó Freitas.
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As investigações começaram em setembro do ano passado, após o Gaeco receber informações repassadas pela Delegacia da Polícia Federal de Londrina. O relatório aponta abordagens a jogadores antes de uma partida contra o Maringá, válida pelo Campeonato Brasileiro da Série C de 2025.
De acordo com a apuração, os denunciados utilizavam redes sociais e aplicativos para oferecer vantagens financeiras a atletas em troca de ações específicas durante os jogos, como o recebimento proposital de cartões amarelos. A pelo menos um dos jogadores foi oferecida a quantia de R$ 15 mil.
Inclusive o MPPR destaca que “um dos líderes do esquema utilizava o fato de ser filho de um renomado boxeador para ganhar a confiança das vítimas. Nenhum dos jogadores contatados aceitou a oferta criminosa”
Os denunciados, que atuavam como empresários no ramo esportivo, foram requeridos pela pelos crimes de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo
afirmou o Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado
MP pede R$ 150 mil por dano moral coletivo
A Lei Geral do Esporte trata como crime qualquer tentativa de manipular ou influenciar o resultado de uma partida, mesmo que o placar final não seja alterado. Isso inclui ações como combinar cartões, faltas, pênaltis ou qualquer evento que interfira na imprevisibilidade do jogo, que é chamada juridicamente de incerteza do resultado esportivo.
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O Ministério Público solicitou que a Justiça determine o pagamento de R$ 150 mil por dano moral coletivo. Esse valor não é para um jogador ou clube específico, mas para compensar o prejuízo causado ao esporte como um todo.
