A empresária Camila Marques utilizou as redes sociais para expor um caso de tentativa de assédio sexual ao seu enteado de 13 anos em um alojamento ligado ao Atlético-GO. Após grande repercussão nas redes sociais, o clube se posicionou negando envolvimento direto. O caso está com a polícia civil do Rio de Janeiro, que deve encaminhá-lo para a polícia de São Paulo após ouvir os envolvidos. 

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A denúncia tem a ver com uma competição de futebol de base que ocorreu em Coronel Macedo, no interior de São Paulo. O jovem, que é natural do Rio de Janeiro, fez parte da delegação sub-15 do Dragão que participou da competição e viajou ao lado de uma cuidadora indicada pela família.

O problema começou a ocorrer quando os jovens estavam alojados e um motorista do Dragão teria ofendido essa cuidadora e exigido que ela saísse do local. Os organizadores do evento acataram essa exigência e transferiram o grupo carioca para um salão paroquial, onde eram servidos a alimentação dos atletas.

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E foi justamente nesse local que o assédio aconteceu. A empresária garante que tem gravações que comprovam que o cozinheiro do evento foi ao banheiro de madrugada, quando o jovem de 13 anos estava lá, e tentou ter conversas impróprias de questões sexuais com o menor de idade.

Após o ocorrido, um diretor do clube, chamado “Wagner”, ainda teria ameaçado o rapaz caso ele contasse para alguém o que tinha ocorrido. Após a repercussão do caso, o Atlético-GO se manifestou (veja no fim da matéria) repudiando o ocorrido e garantiu que estava fazendo o possível para apurar o ocorrido.

Família acusa Atlético-GO de conivência e pede justiça

Após a publicação da nota do Dragão, a empresária voltou a se manifestar nas redes sociais para mostrar que o clube não só não estava ajudando a solucionar o problema, como também estaria utilizando advogados para intimidar a família da vítima do assédio.

Em mais dois vídeos publicados nesta terça-feira (27) nas suas redes sociais, Camila Marques refuta os argumentos do Atlético-GO, mostrando com gravações o contato dos advogados do clube e garantindo que nenhum psicólogo procurou a família, como o Dragão garantiu que iria fazer. A empresária afirmou que a preocupação é que o que ocorreu com o seu enteado ocorra também com outras crianças. 

Nós queremos que o tal Wagner e o motorista sejam banidos do clube para sempre. Além disso, nós queremos que o Atlético-GO ajude a polícia a identificar o cozinheiro e quem o colocou lá, pois até agora o nome deles não foi divulgado”, disse a madrasta.

Veja abaixo os vídeos com a denúnicia contra o Atlético-GO

Veja abaixo a nota oficial do Atlético-GO

O Atlético Clube Goianiense vem a público manifestar-se sobre o vídeo e os relatos que circulam nas redes sociais envolvendo um atleta menor de idade, residente no Rio de Janeiro, que participou recentemente de um torneio no interior de São Paulo.

Diante da gravidade das denúncias apresentadas, o Clube julga necessário esclarecer os fatos e reiterar seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes:

Posicionamento Institucional: O Atlético Goianiense repudia, com a máxima veemência, quaisquer atitudes de cunho homofóbico, racista, machista ou xenofóbico, e condena abominavelmente qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes. Tais comportamentos são inadmissíveis e não representam, em hipótese alguma, os princípios que regem este Clube.

Da Responsabilidade pela Delegação: O Atlético Goianiense esclarece que o convite para o atleta disputar a referida competição partiu de umas das suas escolinhas franqueadas, sendo que o responsável legal por esta unidade estava presente no local e acompanhando a delegação. Embora o Clube não possua ingerência administrativa direta sobre a gestão cotidiana das unidades franqueadas, inclusive participação em torneios, exigimos destas parceiras o mais alto padrão de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade, condizente com a história e os valores da nossa instituição.

Do Acolhimento à Família: Ao tomar conhecimento das denúncias narradas pela responsável pelo menor, que envolvem relatos de assédio, expulsão de alojamento e condutas inapropriadas por parte de terceiros, o Atlético Goianiense agiu prontamente. O Clube designou-o seu Vice-Presidente Executivo, bem como toda a estrutura do seu Departamento de Psicologia, para atuar na apuração dos fatos, acolher a família e prestar todo o suporte necessário neste momento delicado.

Compromisso com a Justiça: É importante ressaltar que os fatos relatados ocorreram fora das dependências do Atlético Goianiense, especificamente em um alojamento disponibilizado pela organização do torneio no interior do Estado de São Paulo. No entanto, isso não exime o nosso compromisso com a verdade. O Clube assegura que não poupará esforços para buscar o total esclarecimento do ocorrido e auxiliará as autoridades competentes na responsabilização criminal e civil de qualquer pessoa, seja ela ligada a uma franquia, à organização do evento ou terceiros, que tenha causado danos emocionais, físicos ou morais ao menor e sua família.

O Atlético Goianiense reafirma sua solidariedade ao atleta e seus familiares e continuará acompanhando o caso com o rigor que a situação exige.

Atlético Clube Goianiense

Grupo que defendeu o Atlético-GO no torneio no interior de São Paulo. Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Grupo que defendeu o Atlético-GO no torneio no interior de São Paulo. Imagem: Reprodução/Redes Sociais