O técnico da seleção brasileira Dorival Jr. anunciou na última sexta-feira (10/5) os 23 jogadores convocados para a Copa América 2024 que acontecerá entre 20 de junho e 14 de julho, nos Estados Unidos.
Elogiado por sua capacidade de motivar os atletas, tem o 4-2-3-1 como sua formação favorita. Mas como técnico versátil, será que ele vai lancar mão de uma das táticas que já usou em seus times ou vai recorrer a formações históricas de sucesso da seleção brasileira?
Sua defesa costuma ser firme, com uma marcação que pressiona o adversário visando a retomada de bola. Já no ataque, é adepto da saída de três, com um volante voltando entre os zagueiros para ajudar na saída de bola.
Mas muito se especula sobre o que o treinador de 61 anos, que tem três conquistas da Copa do Brasil e uma da Libertadores, prepara para a Copa América 2024. Quem acompanha o trabalho do técnico de perto e já faz parte do mundo sport bet, vê com especial atenção os dois próximos amistosos, contra o México, no dia 8 de junho, e contra os Estados Unidos, no dia 12, para preparar suas apostas.
Formações tácticas na história da seleção canarinha
O jogo bonito, como ficou conhecido o futebol brasileiro pelo talento e habilidade ofensiva, também viu uma rica evolução tática. Entre tantos experimentos, cinco formações se destacaram.
4-2-4: sinônimo do jogo bonito
Dominando as Copas do Mundo de 1958 e 1970, o 4-2-4 apresentava quatro zagueiros, dois meio-campistas defensivos e uma linha de ataque de quatro.
Esperava-se que os alas, como Garrincha e Jairzinho, fossem criativos e atacassem pelas laterais. Figuras centrais como Pelé e Tostão marcaram gols e orquestraram ataques nessa formação.
Mas muitos críticos apontam a fragilidade do meio campo de tal formação.
4-3-3: criatividade no meio-campo
O domínio do Fluminense em meados da década de 1970 foi impulsionado pelo 4-3-3. Esta variação viu um meio-campista defensivo e dois meio-campistas ofensivos apoiando um único atacante.
Rivellino, meio-campista completo com pé esquerdo letal, brilhou ao lado de Carlos Alberto Pintinho nessa formação que maximizou a criatividade e a posse de bola.
4-4-2: advento dos zagueiros atacantes
Na década de 1990, pôr os zagueiros numa posição avançada foi algo popular e o Brasil, sob o comando de treinadores como Carlos Alberto Parreira, aproveitou tal tendência perfeitamente.
Cafu na direita e Roberto Carlos na esquerda foram ambos sólidos, tanto na defesa como no ataque, proporcionando oportunidades de cruzamento para jogadores como Ronaldo e Romário.
Embora o Brasil tenha vencido a Copa do Mundo de 1994 com essa abordagem, a derrota na final de 1998 destacou a necessidade de mais flexibilidade tática.
4-1-4-1 e 3-4-3: era moderna
Técnicos brasileiros e estrangeiros experimentam abordagens mais fluidas, como o 4-1-4-1 ou o 3-4-3. Tais composições destacam os laterais, que dão suporte ao ataque, e os meio-campistas, que controlam o ritmo.
Tite adotou tal estratégia focando numa defesa forte, mas também incentivando o talento ofensivo de jogadores como Neymar e Vinicius Jr.
Veja as datas e os horários dos jogos da seleção brasileira na Copa América 2024
1ª rodada: Brasil vs Costa Rica – 24/06, às 22h – SoFi Stadium (Los Angeles)
2ª rodada: Paraguai vs Brasil – 28/06, às 22h – Allegiant Stadium (Las Vegas)
3ª rodada: Brasil vs Colômbia – 02/07, às 22h – Levi’s Stadium (Santa Clara)
A Globo e o SporTV transmitem a competição ao vivo.