No Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8), o futebol aparece como espaço de transformação, oportunidade e conquista para atletas que encontraram no esporte um caminho de vida. Em meio ao crescimento da modalidade no Brasil, histórias de jogadoras mostram o avanço da categoria, o aumento da visibilidade e novas possibilidades dentro e fora de campo, ainda que em um ambiente cercado de dificuldades e desafios.
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Em Curitiba, o desenvolvimento também se reflete nas iniciativas dos clubes da capital. Enquanto o Athletico retomou o projeto do futebol feminino em 2026, o Coritiba assumiu a gestão direta da modalidade nesta temporada.
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Nesse cenário, trajetórias como a da lateral Samara Silva, do Furacão, e da atacante Júlia D’Oliveira, do Coxa, mostram como o esporte tem impactado a vida de mulheres que transformaram a paixão pelo futebol em profissão.
Athletico retoma futebol feminino e volta a dar oportunidade às mulheres
O Rubro-Negro retomou as atividades do futebol feminino em 2026. Dessa vez, terá uma parceria com o Imperial Futebol Clube para a disputa das competições da categoria para a atual temporada.
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O Athletico volta a ter a equipe feminina após pouco mais de um ano, já que a última partida ocorreu dia 20 de dezembro de 2024. Maior campeão paranaense de futebol feminino, o clube voltar fomentar a categoria e gerar oportunidade a atletas como Samara Silva, que chega ao Furacão após passagens por clubes como Atlético-MG e Cuiabá.
“O futebol feminino a gente sabe que não é fácil, mas tem crescido bastante e tem dado oportunidade para várias meninas. Já tem um tempo que eu luto por isso e eu venho conquistando meu espaço, assim como eu quero que todas as meninas conquistem o sonho e o espaço delas”, disse em entrevista à Banda B.
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Para a lateral-esquerda, o futebol vai muito além do campo. Em meio às dificuldades e momentos de dúvida sobre o futuro, foi dentro de campo que ela encontrou não apenas uma profissão, mas também um propósito
“O futebol é significado de paz, alegria, tanto fora quanto dentro de campo (…) E se for comparar minha vida com antigamente, como agora, o futebol ele me trouxe paz, ele me trouxe luz… Quando eu achava que não iria conseguir, o futebol me abriu portas“, ressaltou a atleta.

Jogadora do Coritiba tem trajetória de desafios e oportunidades
Atleta profissional do Alviverde, formada em Administração e bacharelanda em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Júlia D’Oliveira, de 27 anos, também atua nas áreas de análise e ciência de dados, além de estudar neurociência e inteligência emocional. Dentro de campo, porém, é o futebol que conecta todas as partes da sua trajetória.
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A relação com o esporte começou ainda na infância, influenciada pelo ambiente familiar e pelo contato constante com o futebol
“O futebol entrou na minha vida como uma paixão que vem de família. Desde pequena eu já estava com a bola no pé, jogando nos recreios da escola e em qualquer espaço que aparecesse”, relembra em entrevista à Banda B.
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Em 2016, aos 17 anos, Júlia deixou a casa da família para integrar o projeto Pelotas Phoenix, no Rio Grande do Sul. A experiência abriu portas para uma parceria com uma empresa de intercâmbio, que possibilitou à jogadora estudar e atuar nos Estados Unidos.
A mudança trouxe desafios importantes, principalmente pela adaptação a outro país e pela necessidade de conciliar estudos e desempenho esportivo para manter a bolsa.
“Não era apenas jogar futebol. Eu precisava performar bem dentro de campo e também na sala de aula para manter a bolsa e continuar perseguindo o meu sonho”, conta.
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Com o crescimento do futebol feminino nos últimos anos, Júlia decidiu retornar ao Brasil em 2023 para buscar uma carreira profissional na modalidade. Hoje no Coritiba Feminino, ela afirma que o esporte se tornou parte central da própria história.
“Hoje eu vivo em prol do futebol. É uma paixão que nasceu ainda na infância e que, se tornou parte essencial da minha identidade. Não tem como contar a minha história sem falar do futebol, porque foi através dele que eu vivi algumas das experiências mais transformadoras da minha vida”, afirmou.

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