Nesta segunda-feira (6) ocorreu a primeira reunião com representantes dos clubes que disputam o Brasileirão das Séries A e B com o objetivo de criar uma liga única nacional. O encontro, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ocorreu em um hotel no Rio de Janeiro.
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Hoje os clubes estão divididos comercialmente em duas ligas, a Libra e a FFU, com contratos vigentes até 2029. Mesmo assim, CBF estabeleceu um cronograma para a formulação da nova liga, com o estatuto sendo criado até o final deste ano. Até o fim de julho, por exemplo, os dirigentes podem apresentar propostas e sugestões.
A CBF pretende transferir os temas mais polêmicos para serem decididos pela própria liga, ou seja, por votação entre os clubes. Um deles é a utilização do gramado sintético. Hoje Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras utilizam esse tipo de campo na Série A.
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CBF comemora o dia e pede união dos clubes em liga única
Durante a reunião com os clubes, o presidente da CBF, Samir Xaud, valorizou o encontro com os dirigentes com o objetivo de fortalecer o futebol brasileiro. O dirigente maior da instituição chamou essa segunda-feira de “dia histórico”.
“Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro”, ressaltou Xaud, em declaração reproduzida pelo site oficial da entidade.
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Segundo estudos feito pela CBF, o futebol brasileiro tem um potencial grande ainda para ser explorado e carece de melhorias nas seguintes áreas: “calendário, tempo de jogo, estádio (público, segurança e infraestrutura), transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, êxodo de jovens talentos, governança do regulamento e situação financeira dos clubes”. O objetivo da CBF é funcionar como mediadora e liderança dos debates para a criação da liga que pertencerá aos clubes.
“Nada do que desejamos para o futebol brasileiro será possível sem união. E união exige maturidade, diálogo e concessões de todos os lados. A liga precisa ser dos clubes. Esse é um princípio fundamental, inegociável. A CBF estará presente, com papel ativo como mediadora e uma das lideranças do processo. Mas as decisões precisam ser construídas e deliberadas pelos clubes”, reforçou Gustavo Dias, vice-presidente da CBF.

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