Dizem que uma fruta não cai longe do pé. No futebol, esse ditado é muito comum com jogadores que seguem a carreira familiar e se tornam profissionais. E em Curitiba um garoto de apenas seis anos vai mostrando que tem no DNA a qualidade e a habilidade de gerações.
Bernardo Schwartz Krüger carrega no sobrenome uma lenda do futebol e do Coritiba que não precisa de apresentações. O garoto é sobrinho bisneto de Dirceu Krüger por parte da mãe e o pai, Lucas Schwartz, também jogou profissionalmente, tendo feito a base no Athletico e jogado na segunda divisão de Portugal e da Espanha por alguns anos.
Se é por uma questão de sangue, não dá para saber, mas o certo é que mesmo tão novo, Bernardo vem se destacando e chamando a atenção no futsal. Desde os quatro anos mostra talento com a bola nos pés e não se intimida com adversários mais velhos.
“Com três anos ele começou a pedir para ir para uma escolinha de futebol que tinha perto de casa. Lá era mais brincadeira, o futebol em si não era tanto. Aí tivemos o convite do Tistu para fazer uma avaliação e ele começou a se destacar. A primeira categoria é o sub-6, ele tinha quatro anos e viram que ele tinha um talento acima. No primeiro jogo, pelo Metropolitano, ele fez uma jogada que chamou muito a atenção e foi uma surpresa até para nós“, conta, com muito orgulho, o pai do menino.
Escola incentiva o esporte
O Centro Educacional Tistu viu Bernardo em ação e rapidamente o convidou para fazer parte do projeto. A escola vem se despontando em encontrar nos garotos um potencial e transformá-los em realidade. Entre alguns profissionais que fizeram a base lá estão Chrystian Barletta, que jogou no Corinthians e está no Ceará, Jean Gabriel, que subiu para o profissional do Coxa este ano, Biel, que jogou no Alviverde e hoje está no Paysandu, entre outros.
Tanto é que o menino hoje tem uma bolsa lá e é muito elogiado pelo desempenho não só no esporte, mas também nos estudos, além do comportamento no dia a dia.

“É uma criança alegre, que gosta de treinar, se dedica. Ano passado ele chegou aqui, tinha cinco anos e logo foi titular. Foi campeão metropolitano e um destaques do time. Ele tem um potencial enorme. Sabendo trabalhar, vai ser um futuro craque”, contou Paulo Ricardo de Lima Martins, coordenador de esporte do Tistu.
Rotina levada a sério e clubes já de olho
Além da bolsa no Tistu, Bernardo já tem um patrocinador para chuteiras. Camisa 10, tem como ídolo Vitor Roque e a cada partida os dribles e jogadas vão ganhando mais técnica. Os vídeos vão repercutindo nas redes sociais e já chamaram a atenção de diversos clubes. Athletico, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo e Fluminense já entraram em contato para tentar contar com o menino prodígio.
O Tricolor carioca, inclusive, já o convidou para testes, que serão realizados no começo de abril no Rio de Janeiro. A questão da idade é um empecilho nesta questão, uma vez que a maioria dos times começam com as categorias de base apenas aos nove anos.

E mesmo tão novo, Bernardo se mostra dedicado ao dia a dia. A rotina é como se fosse a de um verdadeiro atleta. Treina quatro vezes na semana, com campeonatos nos finais de semana, e alimentação que ele mesmo cuida. Claro que, por agora, nada é levado tão a sério e sempre observado pelos pais, que querem que ele, primeiramente, se divirta com isso.
“Ele é muito dedicado, quer viver a vida de atleta. Mesmo com salgadinhos à disposição, prefere tomar um suco, comer um ovo. Mas quando não tem treino depois da escola, eu busco ele até mais cedo para ele se desligar um pouco. É importante ele se distrair com outras coisas“, afirmou Lucas.
Diversão em primeiro lugar
A própria escola incentiva que o futebol seja uma diversão e não se torne uma obrigação desde cedo. O objetivo é, em primeiro lugar, fazer com que as crianças se divirtam e interajam com os colegas.
“Primeiro a criança tem que gostar de esporte, se divertir, trabalhar o lado lúdico do esporte, estar junto com os amigos. Esse é o nosso objetivo. Temos a preocupação de conversar com os pais também, para que não fique uma cobrança chata em cima das crianças”, acrescentou Paulo Martins.
Se Bernardo vai querer no futuro se tornar um jogador profissional, só o tempo vai dizer. Por agora, o menino se empolga ao ir em jogos, conhecer jogadores e, principalmente, driblar e marcar gols, a brincadeira favorita da nova geração da família do eterno Flecha Loira.
