Torcida comemora vitória do Brasil
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O torneio mais importante para as seleções das Américas está a ponto de começar. A Copa América é objeto de desejo e motivo de rivalidades históricas no continente americano, os principais selecionados locais já disputaram finais lendárias, que preenchem o imaginário dos torcedores até os dias de hoje.

O campeonato é a competição de seleções mais antiga do mundo. A primeira edição do Copa América foi disputada em 1916, na Argentina, e teve como campeão o Uruguai, um especialista em vencer torneios importantes na casa dos adversários, como foi a final da Copa do Mundo de 1950 e o eterno “Maracanaço”.

A proximidade da Copa América já começa a movimentar os segmentos do futebol. A imprensa especializada elabora os candidatos ao título e, especialmente, quais serão os jogadores escolhidos por Dorival Júnior para a disputa do certame.

Nas casas de apostas, os números já apontam os favoritos, Argentina, Brasil e Uruguai, exatamente nessa ordem: a Albiceleste luta pelo bicampeonato e Messi quer mais um título com a seleção nacional; pelo lado brasileiro, Dorival Júnior enfrenta sua primeira prova de fogo; e os uruguaios contam com Bielsa à beira do campo para conquistar a América. As apostas para Copa América já estão a todo vapor, com a Colômbia correndo por fora e o México aparecendo como surpresa.

Enquanto a bola não rola e a história não é escrita, viajaremos pelo passado para relembrar as finais mais emocionantes da competição: Confira:

Onde tudo começou

A terceira edição da Copa América, que ainda era conhecida como Campeonato Sul-Americano, foi realizada em 1919, no Rio de Janeiro. O torneio contou com Brasil, Uruguai, Argentina e Chile, com a seleção local e os uruguaios dividindo o favoritismo, ainda que La Celeste saísse na frente, pois contava com dois títulos na conta.

Brasil e Uruguai não decepcionaram, bateram Chile e Argentina, e empataram em número de pontos, com isso, a decisão seria na partida entre as duas seleções. O primeiro encontro terminou com um empate em 2 a 2, tal desfecho exigiu um novo duelo, que também ficou empatado no tempo normal, 0 a 0. A prorrogação contou com dois tempos de 15 minutos cada, porém, seguiu-se a igualdade, impondo novos dois períodos de 15 minutos. A partida de 150 minutos só teve fim com o gol de Arthur Friedenreich, que deu o primeiro título ao Brasil.

O fim de seca

Quando a bola rolou para a Copa América de 1989, disputada no Brasil, a seleção verde e amarela amargava um longo jejum de títulos continentais, eram 39 anos de seca. Jogando em casa e com um elenco repleto de estrelas, como Romário, Bebeto, Careca e Renato Gaúcho, o time brasileiro chegou gabaritado para encerrar a má fase.

O jogo decisivo foi contra o Uruguai, um rival histórico do Brasil na Copa América. A partida foi disputada, e com um gol solitário do baixinho Romário, a seleção Canarinho fez as pazes com a vitória e voltou a conquistar a América depois de quase quatro décadas de tristezas.

Maracanã
Foto: Divulgação

Brasil imperial

Em 2004, o Peru sediou a competição, que teve como palco final o Estádio Nacional de Lima, e os protagonistas não poderiam ser outros: Brasil e Argentina. A Albiceleste chegava como franca favorita, pois contava com o seu elenco completo e 11 anos sem títulos, já a canarinho jogou com um time alternativo, sem os campeões da Copa do Mundo em 2002. Do time que venceu a Alemanha, apenas Kleberson estava no elenco do torneio continental.

O jogo começou e seguiu como ditava o roteiro: Argentina vencendo por 2 a 1 até os 48 minutos do segundo tempo. A segunda parte foi marcada por muita catimba por parte dos argentinos, que faziam de tudo para perder tempo e parar o jogo. No entanto, em uma jogada mágica, Diego cruzou e Adriano, o Imperador, dominou e soltou uma bomba, sem nenhuma chance para o goleiro Abbondanzieri. Nos pênaltis, o Brasil confirmou a virada e levou o título com uma vitória por 4 a 2.

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As finais mais emocionantes de Copa América

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