Na última quarta-feira (23), o Atlético-MG empatou com o Caracas em 1×1, na Venezuela, pela Copa Sul-Americana. E após a partida, o técnico Cuca deu uma declaração, no mínimo, polêmica, ao reclamar da qualidade do elenco do Galo.
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“O tamanho do Atlético é inquestionável. O investimento é questionável. Não que o elenco seja ruim, mas muitos não jogaram”, afirmou ele, depois se esquivando de outras perguntas referentes ao time.
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O mais desavisado, que apenas pega o noticiário e não presta atenção na grafia do nome do clube em questão, pode achar que está lendo uma matéria antiga, do ano passado, quando Cuca repetiu o mesmo cenário e deixou de forma pública a reclamação em relação ao elenco e diretoria do Athletico.
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E o roteiro é praticamente o mesmo. O treinador chega com uma forte identificação com a equipe – no Furacão por ser torcedor e no Atlético-MG pelas conquistas importantes no passado, como Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. Em seguida nada de braçadas no Estadual e é campeão. A única diferença é que no Rubro-Negro o início no Brasileirão foi animador, chegando a ser líder, enquanto no Galo está na zona de rebaixamento.
Cuca repete mesmo discurso da época de Athletico
Mas a postura nas entrevistas é que chama a atenção. No ano passado, após derrotas surpreendentes para Danúbio e Sportivo Ameliano, na Sul-Americana, e uma sequência de três empates sofridos nos acréscimos, o clima de Cuca no Athletico desandou e vieram as cobranças por reforços e um discurso em tom de despedida.
Ao seguir os mesmos passos no Atlético-MG – nos últimos oito jogos, foram duas vitórias, quatro empates e duas derrotas e reclamando da falta de peças no elenco -, Cuca acaba por dar razão ao presidente Mario Celso Petraglia, que no início do ano atacou o técnico, afirmando que ele pediu reforços caros e depois abandonou o time.
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Pode ser que os nomes falados por Petraglia não foram, de fato, pedidos pelo técnico, mas ele sempre cobrou publicamente a chegada de novas peças. Mas, quando assumiu o comando rubro-negro, qual foi, de fato, o projeto apresentado? Houve promessas de reforços?
Treinador joga para a torcida e se exime de responsabilidade
E agora, quando aceitou a proposta do Atlético-MG, ele já sabia o elenco que teria em mãos. Foi prometido chegarem novos nomes de peso? Afinal, um grupo que já tinha Hulk, Gustavo Scarpa e Guilherme Arana e depois ganhou Natanael, Rony, Cuello e Júnior Santos não pode ser colocado como fraco ou limitado.
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O discurso de Cuca é jogar para a torcida a pressão para que a diretoria traga reforços, mas, ao mesmo tempo, esconder o trabalho ruim do treinador neste início de Brasileirão e Sul-Americana. É não admitir que vem errando ao não conseguir extrair desse elenco – um dos cinco mais estrelados do futebol brasileiro atualmente -.
Caso o desfecho se repita no Galo, Cuca vai, de fato, mostrar que prefere reclamar ao invés de resolver as coisas de maneira interna. Ou tomou mais uma vez a decisão errada na carreira, ou, ao vir se pronunciar publicamente, aponte as promessas feitas por quem o contratou e não foram cumpridas.
