Após seis horas e meia de um julgamento que só acabou na madrugada de segunda para terça-feira (10), a Primeira Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) acabou não decretando o campeão da última Taça Paraná de 2025.
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A final disputada entre Capão Raso e Trieste, ocorrida no dia 13 de dezembro, teve que ser interrompida antes da disputa do último pênalti após uma briga generalizada envolvendo torcedores e jogadores. No final, os dois clubes foram penalizados, além de 18 atletas e três profissionais. Todas as decisões cabem recurso no pleno do TJD-PR.
Perda de pontos pode dar o título para o Trieste
Durante o julgamento, o tribunal não decretou a equipe de Santa Felicidade como campeã, embora na prática ainda possa ocorrer. Isso porque a punição foi a “perda de pontos em disputa a favor do adversário”, por infração no artigo 203 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em “dar causa a não realização ou suspensão do jogo”.
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Por este artigo, o time mandante ainda foi multado em R$ 10 mil. Somado às punições em outros três artigos do CBJD, o Capão Raso chegou no total a R$ 36 mil de multa, além de ter que jogar cinco partidas com portões fechados. Já o Triste foi punido com multa de R$2.500 pela participação de alguns jogadores na confusão.
Porém, o fato de um dos times ter sido punido não dá, na prática, o título para o outro. A decisão final ficará a cargo da Federação Paranaense de Futebol (FPF), que pode entregar a taça ao Trieste, ao terceiro colocado ou decidir que não há campeão.
Punições individuais na final da Taça Paraná
No julgamento, os auditores ainda puniram 11 atletas do Capão Raso, sete do Trieste, além de um auxiliar, um gandula e um preparador de goleiros. As punições que mais chamaram atenção foram do atacante Bill, ex-Coritiba, e do jogador Jair.
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Isso porque os dois atletas foram os mais prejudicados com a briga generalizada, tendo que ser hospitalizados. Mesmo assim, os dois foram punidos por participar da briga.

No caso do Bill, foram quatro jogos de suspensão, pois, segundo a denúncia da procuradoria, “participou da briga generalizada, praticando agressão física ao dar um soco contra a cabeça de seu adversário”. Já no caso do Jair, que também foi suspenso por quatro partidas, a acusação era de ter participado da briga, “praticando agressão física ao trocar socos e chutes com seus adversários em diferentes momentos da confusão”.
O jogador Anderson Cordeiro, conhecido como Tiquinho, acusado de ter iniciado toda a confusão ao impedir a cobrança do último pênalti do Triste, esteve no julgamento, pediu desculpas, mas recebeu seis jogos de suspensão.
Outros quatro atletas do Capão Raso foram suspensos por seis jogos, enquanto cinco jogadores não poderão jogar por cinco partidas e um por quatro. Finalizando as punições da equipe, um auxiliar técnico foi suspenso por seis partidas e um gandula por 45 dias. O presidente do clube, que não estava no país no dia do jogo, foi absolvido.
No caso do Trieste, além dos dois já citados, outros quatro atletas foram suspensos por quatro partidas, enquanto um pegou cinco jogos. O treinador de goleiros da equipe também teve quatro jogos de suspensão.
