Dando sequência à trilogia sobre o 2015 do Trio de Ferro e o que esperar para 2016, a conversa hoje é sobre o Paraná Clube. O ano que passou foi desastroso para o Tricolor. Não somente pelos resultados em si, mas pela gestão equivocada, tanto do futebol como da administração do clube.

O 2015 iniciou como de costume: equipe de futebol totalmente reformulada, com a montagem de um primeiro grupo de trabalho, para o início do Estadual. O presidente era Rubens Bohlen. Dentro de campo a equipe não conseguiu sequer chegar às semifinais do Paranaense. Aí surge um grupo, com o deplorável apelido de “Paranistas do Bem”, que apresenta acusações graves contra a gestão de Bohlen, e depois de uma briga de poder, força o presidente a renunciar. Roupa suja lavada em público. Promessa de injeção financeira para manter a folha salarial em dia e uma reorganização administrativa. Trabalho parcialmente realizado.

O novo comando monta um segundo grupo de trabalho, para o início do Brasileirão da Série B. Novo técnico e mais que um time são contratados. Umas quinze rodadas (se tanto) depois, troca de técnico e a contratação de mais uma turma de jogadores. Mais umas 20 rodadas (aproximadamente), e como o clube não tinha mais chances de acesso à Série A, outra troca de técnico. Resultado: a pior campanha do clube na Série B desde 2007.

O novo grupo gestor tinha à frente o empresário Carlos Werner, que buscou organizar a parte administrativa e financeira do clube, tornando-o minimamente profissional. Com o parcial sucesso dessa empreitada, o grupo conseguiu vencer as eleições para um novo mandato. Não com Werner como presidente (era inelegível no momento), mas com um candidato escolhido por ele.

No entanto, após as eleições, e às vésperas do início da temporada 2016, a notícia que circula é que Carlos Werner teria se afastado da nova diretoria. Fica a dúvida sobre a veracidade do fato, e se verdade, o que teria acontecido, já que ele foi o grande mentor e responsável direto pela vitória da chapa.

De boa notícia, fica a definição da nova comissão técnica. Para comandar a equipe dentro de campo foi escolhido Claudinei Oliveira, que retorna ao clube, depois de excelente passagem em 2014. Considero-o um dos melhores técnicos da nova geração. Na preparação física retorna o professor Marcos Walczak, prata da casa e muito competente. Fernando Miguel será o auxiliar técnico. Na gerência do futebol, retorna o ex-volante Beto. Fernando e Beto, ídolos do clube, num passado recente. Todos pessoas extraordinárias e talentosas. Estará bem servido o Tricolor dentro de campo.

Se espera que fora do gramado, o diretor Vavá – que é quem manda no futebol do Paraná Clube – possa dar suporte para que os bons profissionais de sua comissão técnica possam realizar o sonho do torcedor tricolor de voltar à Serie A do Brasileirão. E que a atual diretoria consiga fazer renascer o clube que já foi modelo de gestão, no início de sua existência.