Foi dada a largada para mais um Campeonato Paranaense. E a primeira rodada já nos mostra que será um ano bem melhor. Coritiba e Paraná golearam. Atlético começou superando o atual campeão, fora de casa. Londrina e Maringá estrearam com vitória. Tudo nos leva a crer que o Estadual de 2016 será muito disputado. Talvez equilibrado.

A dupla Atletiba larga com um inegável favoritismo. E não poderia ser diferente. São os nossos representantes na Série A do Brasileirão, e contam com elencos mais valiosos e qualificados. No entanto, quando a parada é em âmbito estadual, nem sempre isso conta muito. Nos anos anteriores já era essa a realidade, mas Londrina e Operário levantaram o caneco.

O Atlético manteve o seu 11 titular e ainda se reforçou com sete novos contratados. Destaque para o meia Vinícius, que veio do Fluminense para ser o armador que há anos o clube não tem. E não está decepcionando. Fez gol na Primeira Liga e contra o Operário contribuiu com assistências brilhantes, a última delas transformada em gol pelo estreante André Lima (que aliás fez os dois gols da vitória). E ainda falta estrear o (fininho) Wálter. Furacão está um passo à frente.

O Coritiba se reestrutura e tenta apagar o trágico ano de 2015. Nova comissão técnica, quase só formada por curitibanos e por gente que começou suas carreiras no clube. Gilson Kleina, Robson Gomes, Pachequinho, são “crias” do Verdão. Os auxiliares Fabiano Xhá e Fabiano Rosenau são nascidos aqui. Gente da terra em busca de reerguer o Coritiba. Dentro de campo algumas (poucas) novidades e a manutenção da maioria dos atletas da última temporada. Resultado da estreia foi muito bom. A produção em campo ainda nem tanto, mas compatível com o início de temporada. Acho que pode dar liga. O Coxa atual vai ser bem melhor que o de 2015.

O Tricolor iniciou goleando o – sempre eficiente –  Jotinha. Começo animador para uma equipe que tenta ressurgir das cinzas. Baseado na competência da excelente comissão técnica, comandada por Claudinei Oliveira, e que conta com dois ídolos da galera ao seu lado (Fernando Miguel, como auxiliar e Beto Amorim na gerência), o Paraná busca ajustar os remanescentes do ano passado aos novos contratados (destaque para Nadson e Válber) e inserir no meio disso tudo os jovens formados na base do clube. Trabalho de responsa, mas que Claudinei e seu staff podem executar com sucesso. Pode dar samba essa mistura. A estreia deixou uma impressão muito positiva.

Londrina e Operário são as maiores forças do interior. O Tubarão, agora com status de clube da Série B, perdeu alguns atletas importantes. Trouxe outros. O excelente técnico Cáudio Tencati tem a missão de ajustar a equipe para o regional e para o Brasileirão. Há quatro anos já faz isso com competência e sucesso. Pode repetir em 2016. O Fantasma manteve a base campeã, mas perdeu seus meias e o centroavante artilheiro. Na estreia contra o Atlético isso já foi sentido. Em especial, a ausência do meia Ruy, que foi o maestro em 2015. O Operário vai precisar se reinventar.

Corre por fora o Maringá, do excelente técnico Édson Borges. Ele levou o Foz ano passado até as semifinais. Esse ano conta com um grupo de jogadores mais equilibrado e qualificado. Será que pode repetir o feito?  Isso somente o tempo dirá.

De concreto fica a certeza de que teremos muito mais emoção em 2016. Que assim seja!