Pelo simples fato de já ter brilhado com as camisas de Paraná Clube e Atlético(PR), muitos torcedores Coxas torceram e torcem o nariz para o volante João Paulo. Como se isso fosse um crime. Muitos já jogaram em dois ou três dos clubes da capital e marcaram época. Estou nessa lista. Pachequinho, atual técnico, também. Pacheco, ao lado do Tostão (que também jogou no Atlético) são os maiores ídolos do clube após a geração campeã brasileira.

Desde sua chegada ao Coxa, João Paulo sofre com essa perseguição barata. De nada adianta ser ele o jogador mais regular da equipe em 2015. Ser um cara que entra em campo e se doa 100% pela equipe, sem vaidades ou preciosismos. Ser a referência de vontade, garra, dedicação.

Alguns o criticam por ter pouca técnica. Discordo. Bom passe, Bom nos lançamentos longos. Eficiente nas cobranças das bolas paradas. Chute potente. Tecnicamente não é um Osvaldo; ou um Toby… Aí concordo. Mas 99% dos volantes da história centenária do Coritiba não o são.

João enfrentou ironias até de alguns dirigentes, que em infelizes manifestações no WhatsApp, o depreciaram (junto a mais alguns colegas). Mesmo assim, jamais percebi qualquer alteração na intensidade com que ele entrava em campo. O técnico anterior, Ney Franco, tornou público que, se não fosse ele ter chegado a tempo, aqueles dirigentes teriam dispensado o volante, junto com mais alguns atletas, meses atrás.

João… siga sendo grande. Siga sendo exemplo. Ninguém agrada a todos. Mas tenho certeza que, assim como eu, muitos o admiram pela tenacidade, pela seriedade, pelo envolvimento, e pelo futebol bem jogado. Tua força e teu comando podem ajudar o Coritiba a permanecer na elite. Teu talento e qualidade te farão permanecer como protagonista no futebol brasileiro. Mesmo que alguns não queiram.