Há 50 anos, em 24/02/1966, eu tinha pouco mais de seis meses de vida. E nessa data Dirceu Kruger começava sua trajetória no Coritiba. Uma vida inteira. Sua história se confunde com a do clube. Dentro do gramado foi gênio. Do lado de fora, atuou em todas as áreas, no futebol do Verdão, sempre com entrega total e absoluta. Muito do que aprendeu dentro do campo passou (e ainda passa) a centenas de jovens, das categorias de formação do Coritiba, e a uma infinidade de profissionais que com ele aprendem um pouco do que é o Coxa.

No final dos anos 70, tive a oportunidade de conviver com ele como técnico dos juniores (eu jogador dos “dente-de-leite”). Depois foi meu técnico no profissional, em 1989. Em 1994, era diretor e eu atleta. Mais tarde, entre 2000 e 2003, meu coordenador na base do Coritiba, onde fui técnico dos juvenis e juniores. Conselheiro e amigo, sempre disponível para um apoio, embasado, inteligente, pertinente.

Kruger completou nesta quarta última 50 anos de clube. O “Flecha Loira” – para nós, mais íntimos, o “Frecha”- foi homenageado pela torcida com uma estátua, instalada em frente ao clube, para o qual deu a maior parte de sua vida. Bacana que essa homenagem tenha sido feita em vida. E nada mais merecido. Um dos maiores atletas da história do Coritiba, e certamente o maior ídolo de sua apaixonada torcida.

Se até hoje viveu dentro da memória e do coração dos milhares de torcedores que tiveram a felicidade de vê-lo em ação, agora fica para sempre eternizado, para todas as gerações de aficionados do clube.

Parabéns, mestre Dirceu.