Teliana Pereira comemora o título do WTA de Florianópolis, um dos principais momentos da carreira. (Cristiano Andujar/CBT)

Terminou a carreira de uma das maiores tenistas do Brasil. A pernambucana radicada em Curitiba Teliana Pereira anunciou a aposentadoria aos 32 anos, em entrevista ao podcast Match Point, do GE.Globo. O último torneio dela foi a Fed Cup, em fevereiro, quando representou o time brasileiro no confronto contra a Alemanha.

“Não gosto da palavra aposentadoria (risos). Dá sensação de estar velha, não é meu o caso. Foi uma carreira incrível. Talvez eu tenha ido muito mais além do que eu imaginei. Sempre superei minhas expectativas, mas infelizmente chegou a hora de encerrar este ciclo e começar coisas novas. Estou muita satisfeita”, disse a tenista.

Teliana ainda destacou que a decisão de encarrar a carreira não aconteceu da “noite para o dia”. “Ninguém se aposenta da noite para o dia. É um processo. Eu me machuquei bastante na carreira, mas não foi isso que me fez parar. Tive lesão no cotovelo em 2016, sofri com muita dor, tomando remédio. Tinha torneios que não podia jogar e isso me influenciou na época”, comentou.

Carreira vitoriosa

Teliana veio para Curitiba aos oito anos de idade, quando seu pai teve a oportunidade de trabalhar em uma academia de tênis. Desde então, ela conheceu o esporte e se tornou um dos maiores nomes do tênis brasileiro.

O ápice da carreira foi entre os anos de 2015 e 2016, quando conquistou dois títulos da WTA – Bogotá e Florianópolis, ambos em 2015 –, ficou entre as 50 melhores do mundo e disputou os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Além disso, disputou os quatro Grand Slams – Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open – e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2007.

“O que me fez chegar foi que eu via o tênis como a possibilidade de vencer. De melhorar minha vida, da minha família. Eu via isso. Todo mundo fala de amor, paixão, eu amo o tênis, mas para mim era muito forte a possibilidade, a maneira mais clara que eu tinha de vencer na vida. Depois eu fui desenvolvendo (a paixão). Você precisa de mais para seguir. São desafios, você tenta ganhar os torneios, sou movida a desafios. Eu queria ser top 100, 70, 50… sempre fui muito comprometida. Tudo que eu faço, quero fazer da melhor forma possível”, falou a tenista.