Etapa do Roland Garros Amateur Series aconteceu em Curitiba. (Divulgação)

Curitiba recebeu no último final de semana a primeira das quatro etapas do Roland Garros Amateur Series. No total, 128 atletas de 11 diferentes categorias tiveram a sensação de disputar uma competição com a atmosfera de um dos principais torneios de tênis do mundo. Além disso, vários atletas foram convidados pela patrocinadora oficial da competição para conhecer diversos pontos turísticos da capital paranaense.

A reportagem da Banda B conversou com Aristides Barcellos, diretor do torneio, para falar sobre a relação da Federação Francesa de Tênis (FFT) com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e a importância da parceria para o desenvolvimento do tênis brasileiro.

Como que funciona essa relação da Federação Francesa com o tênis brasileiro? E como surgiu essa parceria?

Essa parceria que existe entre a CBT e a FFT começou cinco anos atrás, na nova gestão da CBT. O Brasil tem um intercâmbio de técnicos e eventos com a Federação Francesa. Esse evento que está acontecendo é o Roland Garros Amateur que envolve jogadores amadores e jogam torneios de classes. Também existe o júnior wild cards (convites) que acontece no Brasil e dá uma vaga na chave principal do masculino e do feminino de Roland Garros juvenil. Esse ano para o encontro nacional do tênis, que acontece em dezembro, em Florianópolis, está vindo um técnico da Federação Francesa para esse intercâmbio com os técnicos brasileiros. Fora isso, existe uma troca de wild cards em torneios ITF do Brasil e da França. Esse é o grande envolvimento das duas federações em prol do tênis. É muito importante para o Brasil.

Qual a importância do intercâmbio entre França e Brasil?

A Federação Francesa é uma das principais do mundo, se destacam no juvenil e no profissional e tem o torneio de Roland Garros. O Brasil ainda caminha lentamente nessa área, mas é nessas parcerias que vai crescer. É fantástico para o Brasil estar ao lado dessas federações para o crescimento de tênis.

Como funciona o Roland Garros Amateur? Quais tenistas podem disputar a competição e por que Curitiba foi escolhida como uma das sedes?

O amador ainda é uma categoria ainda pouco explorada pela CBT. A CBT trabalha mais com juvenil e profissional. Faltava essa proposta de trabalhar com os amadores, o pessoal de classes. A boa relação da CBT com as federações estaduais, que promovem mais esses torneios de classes, serviu para ajudar a confederação na formatação desses eventos que envolvem tenistas sócios de clubes, alunos de escola de tênis que não competiram no juvenil e não tem uma competição muito nacionalizada. Estamos abrindo para um ranking nacional dessas competições de classes. É um nicho novo, um público novo e estamos com um apoio muito grande das federações estaduais.

É o segundo ano que estamos fazendo o Roland Garros Amateur. No ano passado teve quatro etapas, mas não teve em Curitiba. Foi em Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Caxias do Sul. Esse ano a gente iniciou em Curitiba com a proposta de ir para outros lugares e firmar mais essa categoria do amador. Depois, nós vamos para Brasília novamente. Em fevereiro do ano que vem, vamos para o Rio de Janeiro, durante o Rio Open. E a quarta etapa ainda está se definindo onde vai ser.

O que o campeão do Roland Garros Amateur ganha?

Esse ranking que está sendo feito das quatro etapas vai ter um campeão de cada categoria. Das 22 categorias no feminino e no masculino, vai ter um sorteio de uma passagem com acompanhante para uma semana em Roland Garros. Tudo estará pago, passagem, hospedagem. No ano passado, o sorteado foi um garoto de 16 anos e levou o pai para acompanhar. Não tem prêmio melhor para um tenista amador.

Toda vez que o brasileiro lembra de Roland Garros vem o nome do Guga. Essa parceria entre a FFT e a CBT tem a ver justamente com o Guga?

Roland Garros tem uma identidade muito próxima com o brasileiro por causa do Guga. Ele é o embaixador de Roland Garros no mundo, foi nomeado há três anos e poucos tenistas são embaixadores. É muito bom não só para ele, mas para o tênis brasileiro que é influenciado por essa proximidade do Guga com a Federação Francesa e Roland Garros.

Tem mais algum projeto para aumentar essa parceria?

A parceria foi renovada já para o próximo ano. Somente quatro países têm essa parceria com a Federação Francesa: China, Índia, Brasil e México. São países que a Federação Francesa acolheu e viu que existe uma organização por trás de tudo. Ficamos muito satisfeitos com essa parceria e é um dos pontos altos da gestão da CBT.