Luisa Stefani disputa três torneios nos Estados Unidos em agosto. (Divulgação)

Luisa Stefani será a primeira brasileira a voltar ao circuito de tênis no WTA de Lexington, nos Estados Unidos, na próxima semana. Ao lado da norte-americana Hayley Carter, a tenista também disputa no mês o Premier de Cincinnati, a partir do dia 22, e o US Open, que começa no dia 31.

Antes da viagem para Lexington, Luisa, que está entre as 50 melhores do mundo no ranking de duplas da WTA (Associação das Tenistas Profissionais), conversou com a reportagem da Banda B sobre o período de cinco meses sem competições oficiais e a expectativa dela para os torneios nos Estados Unidos.

Confira a entrevista

Foram cinco meses de suspensão do circuito. Qual a sua expectativa para a volta oficial do tênis?

Essa volta ao circuito, principalmente nos primeiros torneios, vai ser diferente e até pouco estranho. A minha expectativa é que dê tudo certo na questão da saúde e da segurança de todos os jogadores e dos torneios que vão acontecer. Aproveitar também a oportunidade de jogar os torneios.

Durante todo o período, você disputou diversos jogos de simples. Obviamente foi importante até para manter o ritmo, mas o quão ruim foi não ter jogado dupla e ainda mais com a sua parceira?

Foi ótimo poder jogar simples nos últimos meses. Eu joguei algumas semanas, outras não, e foi muito bem para manter o ritmo de jogo. Mesmo sendo na simples, só de disputar jogos e sets contra meninas diferentes já foi um ótimo treino. Não me preocupo de não ter jogado dupla com a minha parceira. Foi o mesmo para todo mundo. Eu continuei treinando, fazer treinos de duplas na academia, e a minha parceira também está com ritmo de jogo nas últimas semanas. Vamos nos encontrar uma semana antes do torneio em Lexington e acho que vai ser o suficiente. É bom para se adaptar as novas circunstâncias.

Um dos principais assuntos do tênis no momento é a indefinição sobre o US Open. Como está nos Estados Unidos e acompanha a situação de perto, acredita que tem condição de realizar o torneio? E como vê o protocolo da USTA?

Já faz um tempo que tem a questão da incerteza do US Open. Eu acho que tem condições, do mesmo jeito que os outros torneios, e o US Open está com um protocolo bem restrito para tentar manter a segurança de todo mundo que vai participar. A quantidade menor de jogadores no geral, colocar o torneio de Cincinnati em Nova York já são algumas mudanças para fazer o torneio acontecer. Depende muito mais da questão do governo e de outras restrições. Não ficaria surpresa se o torneio acontecer.

Depois dos torneios nos Estados Unidos, pretende jogar na Europa? Como está essa situação?

O planejamento é disputar os três torneios nos Estados Unidos e depois ir para a Europa. Ainda esperando mais decisões sobre a entrada na Europa e restrições de viagens, mas o planejamento é esse.

Como vê o retorno do circuito, mas sem a possibilidade de todos os jogadores poderem voltar às quadras? Muitos países ainda não liberaram as fronteiras e os tenistas não podem viajar.

O retorno do circuito não tinha uma saída justa ou benéfica para todo mundo. Infelizmente, muita gente não pode viajar e os torneios estão sendo cancelados semana após semana. Ao mesmo tempo, o jeito que organizaram o ranking para não perder pontos e não prejudicar quem não jogar neste ano, amenizou muito. Não é o ideal, mas é ideal voltar o circuito nem que seja aos poucos para voltar cada vez mais, abrir mais torneios. É uma situação muito incerta, mas vou aproveitar a oportunidade de jogar nos Estados Unidos e se puder, vou para a Europa. É muito cedo para falar se a volta do circuito é precipitada ou não. Com todas as precauções que estão fazendo nos torneios e se os jogadores tiverem responsabilidade para se cuidar e seguir os protocolos, acho que dá para voltar mais e mais para todo mundo.