Professor Pedro Stansky, de Curitiba, em foto com Guga. (Reprodução/Facebook)

O site Tênis Brasil começou uma campanha de financiamento coletivo para ajudar os trabalhadores informais do tênis no Brasil durante a pandemia da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A campanha chamada “Juntos pelo Tênis” incentiva as pessoas a doarem dinheiro. A quantidade arrecada será repassada para professores que sobrevivem das aulas dadas em academias.

“A ideia surgiu do momento em que perdi o meu emprego no começo de março. Eu era responsável pela área de comunicação de marketing esportivo. A minha primeira reação foi de ficar chateado, mas sempre tive a motivação de retribuir tudo que o tênis me proporcionou profissionalmente”, explicou Renan Justi, um dos idealizadores do financiamento coletivo.

Com doações entre R$ 15 e R$ 600, o projeto promete diversas recompensas para quem fizer o depósito. “Entre as recompensas tem vídeo-aula com um grande treinador do Brasil, a participação no sorteio de raquetes, roupas utilizadas por tenistas brasileiro, como João Menezes, Orlando Luz, Marcelo Zormann, Carol Meligeni e Felipe Meligeni”, disse Justi.

Outra possibilidade é participar de um dos leilões que oferece, entre outras coisas, dois pacotes para a final do Rio Open de 2021. “A gente está com três leilões solidários no ar até a sexta-feira. Um deles é acompanhar a final do Rio Open, conhecer os bastidores e ainda ganhar um presente da organização”, declarou o idealizador do financiamento coletivo.

Um leilão já encerrado e que arrecadou R$ 620,00 foi um bate-bola na Academia Pereira Tennis, em Campo Largo, com os tenistas Teliana Pereira e Zé Pereira. “A gente tem que se ajudar neste momento e sabe como é difícil ficar sem uma verba. Foi a maneira que a gente achou”, contou o tenista.

Para doar, acesse o site benfeitoria.com/juntospelotenis.

Professor de academia em Curitiba será beneficiado

Entre os 25 nomes do tênis que serão beneficiados com o projeto está o professor Pedro Henrique Stansky, da Marco Silva Academia de Tênis, no bairro Água Verde, em Curitiba. O professor dá aula no local de segunda a sábado e ainda participa de um projeto social para ensinar a modalidade para crianças em situações de vulnerabilidade.

“Resolvi participa pois sou autônomo e fui impedido de dar aula sem data para voltar devido à pandemia. Com isso, eu fiquei com a renda comprometida. Quando iniciou a quarentena, eu aproveitei para me atualizar e melhorar a minha comunicação com os alunos. Pedi para fazer exercícios em casa para não voltarem as aulas sem nenhuma atividade física”, comentou o professor.