Bruninha já foi confirmada como jogadora do Curitiba Vôlei. (Reprodução)

A primeira jogadora contratada pelo Curitiba Vôlei para a temporada 2020-2021 da Superliga Feminina é a levantadora Bruninha. Natural de São Paulo, a jogadora estava no Minas e retorna para a capital paranaense, onde iniciou a sua carreira no vôlei.

Em entrevista à Banda B, Bruninha relembrou sobre o início da carreira em Curitiba e falou da expectativa para a próxima temporada da Superliga.

Confira a entrevista com Bruninha, nova jogadora do Curitiba Vôlei

Você nasceu em São Paulo, mas iniciou a carreira no vôlei em Curitiba. Qual a sua relação com a cidade e em quais clubes já jogou durante a carreira?

Eu sou natural de São Paulo e fui criança para Curitiba. Nadava desde um ano de idade, mas tinha poucas academias quando vim para Curitiba com oito anos. Comecei a jogar vôlei meio sem querer e era o esporte que tinha na minha escola – Nossa Senhora de Sion – Solitude. Sempre estudei lá e foi onde comecei a jogar. Em alguns dias, a escolinha era debaixo da lona de um circo e foi em Curitiba onde tudo começou. Foi lá que me apaixonei pelo esporte e comecei a disputar as categorias de cima. Com 15 anos, eu já sabia que queria ser atleta profissional. Joguei até os 15 anos lá e voltei para São Paulo com 15 para 16 anos para jogar em São Carlos. Depois, eu fui para Barueri, onde profissionalizei e tive a oportunidade de jogar a minha primeira Superliga. Passei por Pinheiros, Minas e agora pude retornar para o Curitiba Vôlei. Eu acredito que essa volta seja para retribuir tudo que a cidade fez no início da minha carreira.

Como surgiu a oportunidade de jogar no Curitiba Vôlei?

Eles queriam contar comigo desde o primeiro ano do projeto, mas fiz outras opções. Optei por jogar no Minas, ganhar um pouco mais de experiência, jogar campeonatos mundiais e ter contato com atletas campeãs olímpicas. Eles entraram em contato comigo novamente, e estou em um momento de novos desafios na carreira. Vai ser um time que vou ter a oportunidade de jogar efetivamente. A Gisele [Miró, diretora do Curitiba] entrou em contato comigo, demorou algumas semanas, mas conseguimos entrar em um acordo. Feliz em voltar e retribuir um pouco o que a cidade representa na minha carreira.

Quais as suas expectativas para a próxima temporada do Curitiba Vôlei?

As expectativas são muito altas. Eu venho conversando com a Gisele para auxiliar na montagem do time e se der tudo certo, o time vai ser competitivo com alguns grandes nomes surgindo. Estamos falando de alguns nomes fortes no cenário nacional e acredito que o time vai dar dor de cabeça para os chamados ‘grandes’. Vamos brigar com os times de maior investimento. Estou ansiosa para efetivar os outros nomes.

Você acredita que o projeto do Curitiba Vôlei pode chegar entre os melhores do Brasil?

Eu acredito com certeza que o Curitiba Vôlei tem tudo para chegar entre os melhores projetos do Brasil. A Gisele é uma pessoa muito pé no chão, construindo o projeto devagar e não está dando um passo maior que a perna. Esse é um dos maiores indícios que o projeto tem tudo para crescer. Com tempo, paciência, sabedoria, calma, o projeto vai crescendo e ganhando mais visibilidade e expressão. Com certeza, o Curitiba Vôlei vai estar brigando na cabeça da Superliga com projetos como Minas, Praia Clube. Se a Gisele continuar com essa postura, eu acredito que em um futuro próximo o Curitiba vai estar entre os melhores do país.