Magui. (Divulgação)

Jogador de futsal conhecido no cenário brasileiro e com passagens por Corinthians, Marreco Futsal e Jaranguá Futsal, o fixo Magui é um dos desportistas do Brasil que está morando atualmente nos Estados Unidos, que se tornou o novo epicentro do novo coronavírus. Atualmente, Magui atua pelo Ambush Soccer na Liga Americana de Indoor Soccer e comentou sobre a sua rotina e da cidade em que vive, em Saint Louis, no estado de Missouri.

“Está sendo uma coisa muito louca para a gente. O modo de prevenção está sendo nos moldes de outros países. Tenho muitos amigos na Itália e nossa família é do Brasil. As medidas tomadas estão sendo as mesmas. A gente já não costumava sair muito. Aqui alguns comércios fecharam e, nos mercados, começou a faltar algumas coisas. Tenho em casa duas crianças. Meus filhos têm quatro e sete anos. Na nossa cidade não está nada desesperador, mas é uma região pouco populosa. Minha esposa está mais medrosa e tomando todas as precauções. Não tivemos nenhum caso próximo a nós”, afirmou Magui, em entrevista à Banda B.

Magui comentou ainda sobre as medidas tomadas pelo governo norte-americano diante da pandemia do novo coronavírus. O sistema de saúde tornou-se gratuito para pessoas com suspeita da covid-19.

“Aqui nos Estados Unidos a saúde é muito cara. Não tem o SUS, como no Brasil. Você precisa pagar um taxa e agora o governo está isentando isso. Quem está com os sintomas e precisa ir ao médico, não está sendo cobrado nada nessa quarentena. Minha filha caiu em casa e precisou ir ao hospital. Fomos muito bem recebidos e, creio que por ser um país de primeiro mundo, tem ajudado bastante”, emendou Magui, que tem também trabalhado como voluntário para conscientizar a população no combate a disseminação do novo coronavirus.

“Somos voluntários para ajudar as pessoas. Como nossa cidade é pequena, todos nos conhecem, as crianças principalmente. Na cidade o beisebol e o hóquei são muito fortes. O carro chefe no país é o basquete. Então, a gente faz algumas caminhadas explicando e falando algumas coisas, também usando as redes sociais. Mas sempre tem uma pessoa por trás que nos indica o que fazer, as medidas seguras que devem tomar, sempre ajudando ao próximo”, explicou.

Na sua modalidade, no Indoor Soccer, ainda não há um grande impacto da pandemia do novo coronavírus. O calendário dessa modalidade acabaria no mês de maio e a equipe de Magui já estava eliminada do torneio. Mesmo assim, todo suporte está sendo dado e os salários continuam a ser pagos.

“A competição aqui vai de novembro até abril ou maio. A gente já não tinha mais chances de classificação. Faltavam dois jogos, mas a equipe está pagando tudo certinho. Temos o apoio total da comissão técnica. Os donos do time veem o lado do ser humano mesmo dos jogadores. Eles nunca deixaram faltar nada para a gente. Acredito que haverá dificuldades no Brasil pelo que tenho conversado com alguns amigos. Até no futebol tem afetado com a perda de alguns patrocinadores”, concluiu Magui.