Marquinhos Senzo atua na China desde 2017. (Reprodução)

Atuando no futsal chinês desde o ano de 2017, o fixo Marquinhos Senzo, que tem passagens no Brasil por Vasco, Fluminense, Pentágono Futsal, Guaíba e Mafra, tem se deparado com uma nova realidade nos últimos meses devido a pandemia do novo coronavírus. Foi na China que tudo começou e aos poucos os chineses vão voltando à rotina. Marquinhos mora na cidade de Hangzhou com sua esposa e seu filho de 5 anos, atua pelo Hangzhou Wuyue desde 2018 e, em entrevista à Banda B, contou qual a situação atual no país.

“Em Hangzhou teve e tem um controle muito eficaz no combate à convida-19. Não posso dizer que voltou 100% ao normal, devido a algumas exigências que estão presentes, como a medição de temperatura e a apresentação de códigos de saúde para entrar em alguns estabelecimentos. Sem ele você não entra em farmácias, mercados, shoppings e condomínios e o uso de máscara. Na quarentena era obrigatório, mas nos últimos dias já vi alguns chineses sem máscaras, mas como estrangeiros, continuo usando”, afirmou o jogador.

Nos piores momentos da pandemia, no início do ano, Marquinhos Senzo lembrou das orientações repassadas pelo governo chinês para conter o avanço da doença. “Eles orientaram a população a sair de casa somente quando necessário, para ir à mercados ou farmácias. A partir daí, os condomínios criaram suas próprias restrições. No meu prédio, por exemplo, podia sair de dois em dois dias e somente um membro da família. A quarentena durou 60 dias e sempre obrigatório o uso de máscaras e com a higienização das mãos”, emendou.

Liga de futsal ainda não retornou

Apesar da pior fase da pandemia já ter passado na China, Liga de Futsal Chinesa ainda não foi retomada. Segundo Marquinhos Senzo, os treinamentos foram retomados ainda no início de março, mas não ainda no ginásio, que fica em uma universidade que está fechada por conta do novo coronavírus. No entanto, o jogador ressaltou que financeiramente não sofreu com essa paralisação.

“A Liga Chinesa ainda está paralisada e não passaram uma previsão de retorno. No meu time não houve redução salarial e os treinamentos foram retomados no início de março, mas com restrições. No momento ainda estamos treinando em um local aberto, já que a universidade que é parceira da equipe permanece fechada e sem previsão de retorno”, finalizou o jogador.