Duda Nunes treinou o Curitiba Vôlei na última Superliga. (Reprodução/Facebook)

O técnico Duda Nunes revelou a vontade de continuar no Curitiba Vôlei para a temporada 2020-2021 da Superliga Feminina de Vôlei. Em entrevista à Banda B, o treinador disse que houve uma conversa inicial com Gisele Miró, coordenadora da equipe, mas o assunto está parado devido à Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

“Conversei com a Gisele um tempo atrás e a gente está esperando como vai ficar a condição com essa pandemia. Algumas equipes estão se movimentando um pouco, mas o meu caso com o Curitiba Vôlei está um pouco parado ainda. Estou esperado a Gisele resolver várias questões administrativas para sentar e conversar sobre o melhor rumo a ser tomado por mim e pelo clube”, disse Nunes.

Se depender apenas do treinador, ele será o comandante do Curitiba na próxima Superliga. “Eu gostei muito da cidade, das pessoas. Curitiba é uma cidade que ama voleibol e deu para perceber bastante. A continuidade não depende só disso, mas de uma série de fatores: equipe, como o projeto vai continuar. Vontade eu tenho. Quem não teria vontade de continuar onde ficou a vontade? A gente precisa sentar para saber do interesse da continuidade do Curitiba comigo e o interesse sempre há. Vamos ver se conseguimos equalizar as duas partes”, admitiu.

O Curitiba Vôlei alcançou as quartas de final da última temporada da Superliga. Porém, a competição foi cancelada antes da disputa dos playoffs por conta da pandemia. O comandante lamentou o fim precoce da Superliga Feminina de Vôlei, mas destacou que a medida era necessária para cuidar da saúde de todos. “Ninguém gostou da ideia de ter que parar, mas claro que era o que tinha que ser feito pensando na saúde e nem discute isso. O fato de ter trabalhado o tempo todo, não só o Curitiba, e na parte mais gostosa da final, a gente não disputou por um problema tão grave. Infelizmente paramos, mas foi necessário”, comentou.

Avaliação da temporada

Com o oitavo lugar, o Curitiba Vôlei atingiu o principal objetivo de garantir uma vaga nos playoffs. Para o técnico, o grupo teve problemas desde a pré-temporada, mas se fechou para ficar entre os oito melhores da Superliga. “Gosto de ser bem ponderado. Alcançamos o nosso objetivo de ficar entre os oito, poderíamos ter ido melhor em algumas situações específicos. Eu saio muito feliz pela classificação porque tivemos muitos problemas durante o percurso, como algumas lesões, ficado sem levantadora durante boa parte da preparação e algumas jogadores chegando bem depois”, falou.

“Era um grupo pequeno para resolver esses problemas. A gente tinha uma quantidade baixa de atletas, com algumas dificuldades financeiras para ter um grupo maior, e a Gisele sempre segurando a bronca. Eu saio satisfeito pelo resultado da temporada por conta das dificuldades que tivemos e a gente se fechou para ficar na zona de classificação”, acrescentou.

A temporada também foi especial para Duda, que teve a primeira oportunidade como treinador na Superliga. “Primeiro, eu queria agradecer ao Curitiba Vôlei pela oportunidade de ter sido técnico na primeira temporada. Eu acho que a experiência de estar tanto tempo no meio, disputado as últimas duas Superligas com o Minas e trabalhado com a maioria das atletas, mesmo na base, me fez conhecer muitas. Quando está no ambiente que consegue navegar bem para lá e para cá porque as pessoas te conhecem, não só atletas, mas técnicos e atletas, me deixou muito confortável e com a certeza que é isso que eu quero. É só continuar investindo na carreira e os resultados vão aparecer”, comemorou.

Projeto do Curitiba Vôlei

Duda Nunes também opinou sobre o projeto do Curitiba Vôlei. Para ele, a equipe tem tudo para crescer ainda mais no cenário do voleibol brasileiro, mas precisa de parceiros. “Por experiência de navegar em outros lugares, eu acredito que tem tudo para dar certo. Isso depende exclusivamente em ter mais recursos para administrar uma situação como essa. Qualquer modalidade esportiva depende de uma situação de ajuda de patrocinador, parceiros, que consigam fazer com que você cresça cada vez mais”, ressaltou.

“Eu acredito muito no potencial da cidade e de estrutura, mas também gostaria de dizer que ter ajuda de parceiros, colaboradores e pessoas que possam investir para que a Gisele trabalhe com tranquilidade, é fundamental para que o projeto continue crescendo ser grande. Não tenho dúvida que o projeto continua até pelo esforço que a Gisele, mas ter parceiros é fundamental”, complementou.