Rodrigo Swinka participou da última edição do Mundo dos Esportes. (Banda B)

O curitibano Rodrigo Swinka ganhou uma segunda chance na vida após realizar um transplante de rim. Duas décadas depois, ele será um dos representantes do Brasil nos Jogos Latino-Americanos para Transplantados, que será realizado na cidade de Salta, na Argentina, entre os dias 30 de outubro e 04 de novembro.

Swinka é o único brasileiro a participar na prova de triatlo, na categoria masculino para 40 a 49 pontos. Ele vem se preparando há dois meses para os 5 km de corrida, 30 km de ciclismo e 400 metros de natação.  “O triatlo para transplantado é um pouco diferente e cada modalidade é disputada em um dia. É um pouco mais adaptado, mas segue as regras de cada modalidade”, explicou, em participação no programa Mundo dos Esportes.

“Os Jogos Latino-Americanos acontecem a cada dois anos e é um preparativo para o Mundial. Também existe o Mundial para transplantados e, normalmente, acontece na Europa. É bem organizado, tem a ajuda do governo e é um projeto que tem mais de 30 anos”, acrescentou o triatleta.

O triatlo

Quando descobriu a insuficiência renal, o curitibano tinha apenas 18 anos e o médico até citou como exemplo que não poderia ser triatleta. “Tudo é muito novo para mim. 20 anos atrás eu tinha um desafio porque quando eu descobri a insuficiência renal tinha apenas 18 anos e um dos impeditivos que o médico deu foi de praticar esporte. Ele deu um exemplo que não poderia ser triatleta e resolvi tentar depois de 20 anos. De 60 dias para cá, eu venho treinando para completar a prova em Salta, na Argentina”, disse.

A importância da doação de órgãos

Segundo informações da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, os hospitais do Brasil identificaram 51,1 possíveis doares para cada 1 milhão de pessoas, nos primeiros semestres de 2018. Porém, o número de pacientes que realmente tiveram seus órgãos doados foi de 17 a cada 1 milhão de pessoas.

“Além de ter um objetivo pessoal de cumprir a prova, é muito importante que as pessoas tenham essa consciência da doação de órgãos. Às vezes tem um parente próximo que você tem que decidir se vai doar ou não e acaba salvando até oito vidas. É importante saber que uma pessoa pode salvar até oito vidas. Uma das bandeiras que estamos levantando é sobre a doação de órgãos”, declarou Swinka, que recebeu o rim de sua mãe.

Swinka também é membro da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx) e tem um site chamado Transplantei para contar toda a história de superação. “Eu tenho participado da Associação Brasileira de Transplantados, que é uma das vozes para o transplantado. Eu também tenho um projeto que é o Transplantei, com alguns dados sobre o transplante e conta a minha história. Algumas empresas são parceiras na divulgação desse projeto”, falou.

Como ser um doador de órgãos?

“A doação é simples. A gente tem que avisar os nossos familiares que tem a intenção porque ninguém sabe o dia de amanhã. Por mais que coloque na identidade, os familiares são consultados. É importante que eles saibam que você está apto para doar”, afirmou o parananense.

Para mais informações, acesse https://www.abtx.com.br/ ou https://www.transplantei.com.br/.

Assista à entrevista na íntegra com Rodrigo Swinka

Mundo dos Esportes – Entrevista Rodrigo Swinka

O curitibano Rodrigo Swinka ganhou uma segunda chance na vida após realizar um transplante de rim. Duas décadas depois, ele será um dos representantes do Brasil nos Jogos Latino-Americanos para Transplantados, que será realizado na cidade de Salta, na Argentina, entre os dias 30 de outubro e 04 de novembro.

Posted by Esporte Banda B on Monday, October 22, 2018