Rodrigo Swinka ganhou três medalhas nos Jogos Latino Americanos para Transplantados. (Divulgação)

O curitibano Rodrigo Swinka conquistou três medalhas nos Jogos Latino-Americanos para Transplantados, que aconteceram em Salta, na Argentina, no início de novembro. Ele disputou a prova de triatlo, com 5 km de corrida, 30 km de ciclismo e 400 metros de natação na categoria masculina para atletas de 40 a 49 anos.

A competição teve regras diferentes em relação em algumas modalidades. As três provas disputadas por Swinka – corrida, natação e bicicleta – acontecem em dias diferentes e ainda resultavam também em medalhas individuais. O brasileiro ganhou prata no triatlo e natação e bronze no ciclismo.

“No geral, na minha categoria, eu fui prata no Triatlo. Eu também conquistei a prata na natação e bronze no ciclismo. Foi uma classificação boa pela participação”, declarou o triatleta, em entrevista ao programa Mundo dos Esportes, da Rádio Banda B.

Os Jogos Latino-Americanos tiveram a participação de 380 atletas, sendo que 20 deles foram do Brasil. A delegação brasileira retornou da Argentina com 52 medalhas, o segundo melhor desempenho entre os países que estiveram na competição. “Foi um lugar onde a gente encontrou pessoas com o mesmo objetivo que é a celebração da vida. O Brasil voltou com 52 medalhas e a ideia é aumentar”, disse o curitibano.

Os próximos passos

Depois da participação nos Jogos Latino-Americanos, Swinka foca nos treinamentos para o Mundial no ano que vem e ainda quer trazer a 1ª edição dos Jogos Brasileiros para Transplantados para a cidade de Curitiba. “Vou continuar com os treinamentos e em uma intensidade regular. A ideia é fazer a preparação para o Mundial, em agosto de 2019. Nós estamos trabalhando na possibilidade de trazer os Jogos Brasileiros para Transplantados para Curitiba. Essa é uma das novidades que podem surgir nos próximos dias”, explicou.

A importância da doação de órgãos

Segundo informações da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, os hospitais do Brasil identificaram 51,1 possíveis doares para cada 1 milhão de pessoas, nos primeiros semestres de 2018. Porém, o número de pacientes que realmente tiveram seus órgãos doados foi de 17 a cada 1 milhão de pessoas.

“Além de ter um objetivo pessoal de cumprir a prova, é muito importante que as pessoas tenham essa consciência da doação de órgãos. Às vezes tem um parente próximo que você tem que decidir se vai doar ou não e acaba salvando até oito vidas. É importante saber que uma pessoa pode salvar até oito vidas. Uma das bandeiras que estamos levantando é sobre a doação de órgãos”, declarou Swinka, que recebeu o rim de sua mãe.

O curitibano também é membro da Associação Brasileira de Transplantados (ABTx) e tem um site chamado Transplantei para contar toda a história de superação. “Eu tenho participado da Associação Brasileira de Transplantados, que é uma das vozes para o transplantado. Eu também tenho um projeto que é o Transplantei, com alguns dados sobre o transplante e conta a minha história. Algumas empresas são parceiras na divulgação desse projeto”, falou.

Como ser um doador de órgãos?

“A doação é simples. A gente tem que avisar os nossos familiares que tem a intenção porque ninguém sabe o dia de amanhã. Por mais que coloque na identidade, os familiares são consultados. É importante que eles saibam que você está apto para doar”, afirmou o parananense.

Para mais informações, acesse https://www.abtx.com.br/ ou https://www.transplantei.com.br/.