(Divulgação/Coritiba Monsters)

Afetado pela pandemia da Covid-19, o Coritiba Monsters segue em busca de patrocinadores para continuar crescendo no cenário do basquetebol brasileiro. Sem jogar desde março, o clube ainda não sabe se vai retornar às quadras em 2020 e já pensa na temporada de 2021, mais precisamente na disputa do Campeonato Brasileiro. A competição organizada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) é uma espécie de segunda divisão do Novo Basquete Brasil (NBB).

“O nosso projeto começou muito bem 2019 e conseguimos tirar do papel, junto com o Coritiba, uma equipe de basquete. É uma equipe amadora, mas que busca o profissionalismo. Em 2020, nós disputamos o Brasileiro sub-21 e tivemos uma classificação bem interessante. Mas quando chegou à pandemia, freou a busca de patrocínios e as competições. Temos que pensar neste momento em 2020 e em 2021. Nem se sabe se vai voltar as competições, apesar das tentativas. Estamos tentando fechar com patrocinadores para que em 2021 consigamos disputar todas as competições, estrear no Campeonato Brasileiro da CBB, uma espécie de segunda divisão, e dar continuidade no projeto de cadeira de rodas”, explicou Adair Rocha, presidente do Coritiba Monsters.

Rocha ainda destacou que a equipe coxa-branca precisa dar um posicionamento ainda neste mês de setembro para a CBB sobre a participação no Brasileiro. “Temos até o final deste mês para dar um posicionamento para a CBB, que está torcendo para a praça de Curitiba chegar ao campeonato adulto. Estamos atrás de patrocinadores, uma construtora está de olho na gente, mas ainda não fechou. Tem uma outra empresa de São José dos Pinhais que também se interessou. Temos contatos, mas ainda não fechamos”, disse.

Situação financeira

Como ainda é uma equipe amadora, o Coxa conta com diversos voluntários e dá apenas uma ajuda de custo para os jogadores. O projeto foi mais afetado pela queda de sócios da Sociedade Thalia, que paga os salários do técnico Fábio Pellanda. “O nosso projeto começou com todo mundo sendo voluntário. Então, a gente está tranquilo com essa parte do staff. A Sociedade Thalia, um clube da cidade, que faz a oneração do técnico, teve um prejuízo na pandemia e perdeu mais de 300 sócios. Com a parte da comissão técnica, nós torcemos para a Sociedade Thalia resgatar os sócios para que não tenhamos prejuízo”, comentou.

“Em relação aos atletas, como ainda não chegamos ao profissionalismo, muitos ganhavam uma ajuda de custo ou mesmo algum outro tipo de ajuda, como seguro de vida. Essa parte teve que cancelar tudo, explicando aos atletas. Eles toparam ficar, acreditando no projeto e que vamos dar uma condição melhor para eles após a pandemia”, acrescentou Rocha.

Retorno aos treinos

O Coritiba Monsters se preparava para o retorno aos treinamentos, mas precisou adiar os planos devido à volta de Curitiba para a bandeira laranja no combate ao novo coronavírus. O clube sequer sabe se vai disputar alguma competição em 2020. “Nós já estávamos em uma situação boa em Curitiba, mas voltamos para trás e prejudicou o nosso retorno. Algumas outras regiões, como Pato Branco e Campo Mourão, estão na mesma situação. Isso acaba afetando a organização da federação, que também entende que o basquete não é como futebol. Estamos em uma situação imprevisível com o retorno neste ano”, afirmou o presidente.