Bruno Azevedo é ultramaronista e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – Regional Paraná (Arquivo Pessoal)

A pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, atrapalhou a preparação de atletas olímpicos e não olímpicos para as competições. Um desses casos é de Bruno Azevedo, ultramaratonista, cirurgião oncológico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica – Regional Paraná. Em entrevista à Banda B, o atleta contou como mantém a rotina de treinamentos em um momento de isolamento social.

“A ultramaratona é aquela prova com uma distância maior de 42 km. Habitualmente, ao longo da semana, os treinos não são longos e durante o final de semana tem os treinamentos maiores, com corridas de até cinco horas. O que chama a atenção na nossa rotina de treinos longos com alguém do meu lado, com apoio de bicicleta, levando água e conversando. São provas longas que sacrificam muito. Em um momento de distanciamento, isso é uma dificuldade e os treinos foram adaptados”, contou Azevedo.

O ultramaratonista ainda relatou que a esteira é uma ótima alidada para os treinamentos mais curtos. “Em relação ao treino específico, nós temos feito de forma isolada e a esteira passou a ser um aliado fenomenal. Tem uma dificuldade muito grande com a esteira, que é cansativa para os treinos longos. Neste momento, a esteira ajudou para os treinos menores. Eu treino frequentemente com meu irmão e a gente abortou os treinos. Os treinos que fariam no sábado às 8h, ele foi para às 5h. É uma forma de evitar qualquer contato com outra pessoa. A questão não é deixar de fazer os exercícios no parque. Se todo mundo for para parque no mesmo horário, vai estar cheio. Nós tivemos que readaptar”, disse.

Cuidado na hora dos exercícios físicos

Bruno Azevedo comentou sobre a importância de manter os exercícios físicos em casa, mas com todas as precauções para evitar qualquer lesão. “É importantíssimo manter essa lembrança que os exercícios não devem ser suspensos ou não deve interromper uma rotina básica dos exercícios físicos. O momento é de readequar a nossa realidade de exercícios a essa situação que estamos enfrentando agora, mas nunca pensando em deixar de fazer. Nós não sabemos quando essa situação vai terminar. O recado que a gente tem é manter a atividade física”, falou.

“Salvo algum treino específico que a orientação do treinador é fundamental, os treinos de corrida são melhores resolvidos e pode receber o treino por e-mail ou whatsapp. Quando a gente fala da musculação, que são os exercícios feitos dentro da academia, não se recomenda para quem está começando que esses exercícios sejam feitos sem a orientação do profissional por causa do lesão. Isso pode dar uma sequela no pescoço, na coluna”, acrescentou.