Tiago Chulapa. (Divulgação)

A Tailândia é um dos países que conseguiu evitar um grande número de casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, e já reabriu alguns setores da economia. Porém, o futebol tailandês, que foi suspenso em março, está programado para retornar apenas em setembro.

Em entrevista à Banda B, o atacante Tiago Chulapa, revelado pelo Paraná e atualmente no Rayong, contou que a decisão de voltar com o campeonato daqui a quatro meses pode ser revista em reunião entre os clubes e a federação. “A Federação enviou um comunicado há mais ou menos um mês e maio que a competição iria se reiniciar apenas em setembro. Mas teve notícias nesta semana que provavelmente vai ter uma nova reunião no mês que vem. Caso as coisas melhorem, eles devem antecipar. Vai ter a reunião com os clubes e a federação para definir essa situação”, disse.

Chulapa destacou que entende a decisão de voltar com o futebol apenas quando os jogadores estiverem em segurança. “Em um primeiro momento, a gente recebeu com um pouco de tristeza por não conseguir fazer o que mais gosta que é jogar futebol e trabalhar. Depois, pensando friamente, foi uma situação que deveria ser feita, mas é um tempo bem grande. Eles tomaram essa medida para não ter perigo para nenhuma pessoa quando voltar a competição”, comentou.

Como a previsão no momento é voltar com o futebol na Tailândia apenas em setembro, o calendário também deve ser readequado ao europeu. Antes da paralisação, apenas quatro rodadas do campeonato nacional foram disputadas. “As competições começavam em fevereiro e terminavam em outubro. Com a volta do campeonato em setembro, eles vão mudar o calendário para o europeu”, falou o atacante brasileiro.

O jogador do Rayong aprovou a mudança do calendário e vê como uma possibilidade também para o Brasil. “Eu acho que pela situação atual é válida essa mudança. Como alguns países que ainda têm muitos casos, é válido porque eles terão um tempo maior para cuidarem mais e estudarem se vale a pena mudar o calendário. Muitas pessoas não vão concordar, mas a situação atual se pede um carinho maior para a mudança maior. Se não fizerem isso, vai ser um ano praticamente perdido”, analisou.