(Divulgação/Adidas)

Em busca do sonho de ser um atleta profissional de futebol, todos os dias jovens do Brasil inteiro deixam suas casas e famílias para pegar a estrada e se aventurarem em busca de oportunidades nos quatro cantos do país. Muitos vão do Oiapoque ao Chuí ou vice-versa, encaram o frio e o calor, enfrentam a fome e as dificuldades. Outros vão além e ousam cruzar o Atlântico (como diria o saudoso Dionísio Filho) para tentar uma chance em outros continentes, de preferência no sonho europeu. Aí que mora um grande perigo.

Uma matéria publicada no site Público.pt, de Portugal, na última quarta-feira (16), denunciou ao menos 15 casos de tráfico de pessoas nos últimos três anos no país luso, a maioria deles envolvendo atletas brasileiros, que se arriscam nas promessas de “agentes” de inseri-los em grandes clubes do planeta, boa parte das vezes de maneira ilegal, e envolvendo até cifras, que muitas famílias carentes se viram nos 30 para conseguir e investir no futuro dos seus jovens atletas. É um problema gravíssimo, preocupante e que, por incrível que pareça, é comum.

Por mais que a Fifa e suas federações tenham se esforçado ao longo das últimas décadas no combate aos chamados “agentes piratas”, que atuam irregularmente no mercado do futebol, eles seguem agindo e é necessária muita cautela antes de cair no “conto do empresário”.

É preciso que os pais estejam instruídos e busquem auxílio de profissionais credenciados, que estejam ligados à CBF/Fifa, para evitar a ação de criminosos.

Atenção acima de tudo! E não só com propostas para o exterior, como para outros estados do Brasil também. A precaução pode evitar que o sonho do seu filho de se tornar um atleta profissional de futebol acabe se tornando um pesadelo.

Confira a matéria especial do Público.pt aqui.