Sempre fui defensor de que Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo, mas não consigo mais sustentar essa tese. O que vi ontem, no jogo entre Barcelona x Bayern pela semi-final da Champions League, me quebrou (e quebrou a espinha do Boateng também). Messi está um patamar acima. Está no nível dos deuses do futebol junto com Pelé, Maradona e mais um ou outro.
La Pulguita vai completar 28 anos no dia 24 de junho e com isso, alcance o auge físico de sua forma (os especialistas dizem que é entre os 27 e os 29 anos) e terá talvez mais quatro anos jogando num nível altíssimo e uns sete de carreira. Tenho a absoluta certeza que lá por 2022, quando Messi anunciar sua aposentadoria, teremos várias rodas de discussão para tentarmos chegar a uma conclusão se Lionel foi ou não o melhor jogador da história do esporte.
Messi é talento puro. Não precisa treinar para ser um gênio, não precisa repetir várias e várias vezes para acertar um corte seco no zagueiro e tocar por cima do melhor goleiro da atualidade. Cristiano é determinado, treina muito, já que é sempre o primeiro a chegar e o último a sair. O gajo é um robô, “criado” e treinado para ser um goleador, um corredor, um astro e ter um físico impressionante mas ele nunca vai ter o que Messi tem: a perfeição em jogar futebol.

