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O futebol brasileiro nunca vai mudar enquanto os atuais dirigentes não se profissionalizarem e continuarem com essa mesma mentalidade de que perder três seguidas é obrigatório trocar o treinador. O 7 a 1 fica cada vez mais evidente quando observamos algumas demissões de treinadores da Série A do Campeonato Brasileiro.

Após a derrota por 1 a 0 do Flamengo para o Vasco pela Copa do Brasil, Cristóvão caiu para a chegada de Oswaldo Oliveira. Geralmente, os dirigentes preferem apontar o dedo para o treinador do que ver que a qualidade do elenco montado não era tão bom quanto achavam no momento das contratações. O Flamengo poderia render melhor? Sim, poderia. Tem ótimos jogadores. Mas trocar vai fazer isso? Não. Trocar de técnico vai ter que mudar todo o trabalho já iniciado e terá de iniciar tudo do 0. Adianta? Não, só atrapalha.

A minha principal indignação neste ano é a demissão de Diego Aguirre pelo Internacional. Levar a equipe para uma semifinal de Libertadores é demérito no Brasil e como o time que eliminou o Colorado da competição levou 3 a 0 na final, a decisão foi demitir um cara que estava fazendo um bom trabalho e montando um time compactado, que sufocava o adversário mas nem sempre conseguia marcar os gols.

Espero apenas que parem de falar em nomes como Jorge Sampaoli quando cai algum técnico de grandes times do futebol brasileiro. Se um cara do nivel do técnico do Chile vier pra cá, ele vai sujar o seu currículo pois irá tentar implantar algo que nós ainda não estamos prontos pra receber e ter que demitir o cara depois de seis ou sete jogos ruins.