Chico iniciou a sua quarta temporada na Turquia (Divulgação)

Velho conhecido das torcidas da dupla Atletiba, o volante Chico iniciou no último fim de semana a sua quarta temporada atuando no futebol da Turquia. De contrato renovado com o Antalyaspor, clube que defende desde a metade de 2015, o jogador de 31 anos espera fazer um ano diferente com a sua equipe no Campeonato Turco e brigar entre os primeiros da tabela.

“Na época em que fui comprado, nós ficamos na 5ª colocação, quase fomos para a Liga Europa. No ano passado, o time investiu muito, trouxe jogadores de nome como [Jérémy] Ménez e [Samir] Nasri, mas infelizmente as coisas não aconteceram como o clube queria e acabamos brigando para não cair. Agora está sendo um ano de reformulação e nosso objetivo é fazer uma temporada sem sustos e quem sabe brigar pela Liga Europa”, afirmou em entrevista ao Mundo Afora da Banda B.

Em um país em que prevalece a força física, o volante credita o sucesso às características físicas e o futebol de forte marcação, repetindo a receita que já foi usada em suas passagens por Atlético, Coritiba e Palmeiras. “Eu atuo mais defensivo, jogo às vezes como zagueiro. Tirando os três times grandes daqui, o estilo dos demais clubes é mais na marcação e força física. Como eu sou volante de estatura média para alta, isso me ajuda. Os treinadores gostam de um futebol mais truncado, acabo ajudando mais defensivamente. Quando consigo subir, principalmente na bola parada, tento aproveitar da melhor maneira”, comentou o volante.

Com mais um ano de contrato com o Antalyaspor, renovado até junho de 2019, Chico planeja atuar por mais duas temporadas no futebol turco antes de retornar ao Brasil. “O meu objetivo é ficar seis anos aqui na Turquia. Depois disso, a minha ideia inicial é voltar para o Brasil para encerrar a minha carreira. Muita coisa ainda pode acontecer, mas tenho isso na cabeça. Depois vou ver como estará a minha condição física e uma série de detalhes que leva em conta. A princípio, quero ficar mais dois anos aqui e depois voltar”, projeta.

Confira a entrevista completa com o volante Chico no Mundo Afora

Você já disse que suas características físicas que te ajudaram a se destacar. Além da estatura e da força, o que mais colaborou para a sua adaptação? 

– Ser um volante canhoto também me ajudou bastante. A estatura e o estilo de futebol me ajudaram. Quando eu vim do Coritiba, vim para um clube de menor expressão, jogava por uma bola sempre. Lá eu consegui me destacar e depois vim para o Antalyaspor.

No Antalyaspor você chegou a trabalhar com o técnico Leonardo na última temporada, ter um comandante brasileiro também ajuda?

– Ajuda bastante, ainda mais um cara campeão do mundo. Como treinador é fantástico, como pessoa melhor ainda. Leonardo ficou muito tempo na França, Itália, aqui na Turquia é mais diferente. Lá é mais técnico do que aqui. Foi um prazer enorme, é um cara que entende muito. Foi um aprendizado muito grande tê-lo conosco.

O Palmeiras repatriou nas últimas semanas o técnico Felipão, que ajudou a te levar para o Palmeiras em 2011. Qual foi o papel dele nessa ida ao clube?

– Eu estava no Atlético e tinha praticamente acertado com o Real Betis, da Espanha. Por questões particulares, acabei desistindo. Naquela época fizemos um jogo contra o Palmeiras, no Pacaembu, e o Galeano (diretor de futebol na época) me ligou e disse que o Felipão queria contar comigo. Depois, negociaram com o Atlético e fui para lá. A minha ida eu devo 100% ao Felipão.

Você nasceu no Paraná e vestiu as camisas de Atlético e Coritiba. Tem o costume de acompanhar os dois times que atuou aí de longe?

– Eu sou paranaense, torço muito pelos times do estado. Não só por Atlético e Coritiba, mas também pelo Paraná e Londrina. Estou na Turquia, mas acompanho o Operário na Série C. É gostoso ter os times paranaenses nas primeiras divisões. É importante para divulgar o nosso estado e mostrar que podemos ter clubes fortes.