Andreas Pereira (esq.) e Thiago Alcântara (dir.) em ação no amistoso entre United e Bayern (Divulgação/Manchester United)

Quase 45 dias após a amarga derrota que pôs fim ao sonho do hexacampeonato, o Brasil pode sofrer uma nova derrota para os belgas, desta vez fora de campo, onde as perdas têm sido constantes para uma camisa que sempre foi o sonho de qualquer menino. O jovem Andreas Pereira, de 22 anos, que atua pelo Manchester United, filho de brasileiros e nascido na Bélgica, tem sido acompanhado de perto pelo técnico Roberto Martínez e pela Federação Belga de Futebol, estando muito próximo de uma convocação para a seleção principal – nas categorias de base, já atuou pelos dois países.

A história de Andreas é mais uma que se repete ao longo dos últimos anos, com nomes como Thiago Alcântara, Rodrigo e Diego Costa, que defendem a Espanha, Mario Fernandes, lateral-direito da Rússia, e de Amauri, Éder e Jorginho, que atuam pela Itália – isso falando dos mais recentes.

A camisa que mais títulos detém no futebol mundial perdeu o brio. A falta de identificação faz com que cada vez mais os jovens estejam desinteressados em defender a seleção. O problema estrutural que vem desde as categorias de formação, faz com que o Brasil perca seus talentos e cada vez mais fortaleça os seus rivais.

E o preço nós pagamos nas carências. Copa atrás de Copa reclamamos de posições que teríamos as soluções. Mas elas estão lá, na mesma competição, vestindo outras camisas.

Já passou da hora da CBF tomar alguma atitude. Valorizar seus atletas desde o início é lapidar joias para o futuro. A seleção brasileira precisa de um modelo unificado desde a primeira categoria até a equipe principal. Esses jovens precisam ser monitorados, acompanhados e trabalhados, para que não se tornem João’s, José’s e Pedro’s da Espanha, Alemanha, França, Itália, etc.