Confiança 2×2 Paraná Clube

O Paraná parece que nesta temporada adotará um estilo mais prático, onde o protagonismo do jogo com excessiva posse não precisará constar no script do acesso. Uma equipe com uma marcação intermediária bem definida, (nem muito alta e nem muito baixa), com uma transição ofensiva rápida e bem funcional. Um jogo que parecia controlado pelo Paraná, exceto, nos momentos de bola parada. No final, o “know how” em como se caminha na Série B, fez falta. A falta desta competência, permitiu ao adversário o empate, no último momento do jogo. Mesmo com toda a equipe no campo defensivo, não houve compensação, ou seja, quando um jogador sai de sua habitual zona de atuação, para ajudar o companheiro. E se fosse feito quem sabe poderia impedir a finalização de Iago, que aos 96 minutos, empatou o jogo para o Confiança. Há muito trabalho pela frente, mas nesse interim, o que pode se tornar bom ou ruim, é que também há jogos. Há muitos processos para compor uma equipe. Então escolher bem a estratégia, coletivamente acreditar na ideia e tornar o executor hábil emocionalmente, acredito ser o caminho mais simples, porém, nada fácil, até a Série A, para o Paraná.

Fortaleza 0x2 Athletico

A melhor ideia vence. O Athletico em campo, dá sentido e vida a esta frase. Apenas três atletas que começaram o jogo da final, no campeonato paranaense, iniciaram o jogo de estreia do Brasileirão 2020. Os outros eram reservas? Não me atrevo a dizer em absoluto. Mesmo nos domínios do adversário, o padrão foi mantido. Emplacou um belo placar, evidenciando ainda mais sua atuação, através de expressivos números estatísticos, mostrando que o caminho de um bom e durável futebol dentro de campo, precisa antes, ser estruturado fora dele. Empoderado pelo título paranaense, apresentou um futebol de alto nível, que aspira ao seu torcedor, intenções de ganho muito maiores que do ano passado. Todo indivíduo valorizado em uma estrutura, fortalece o corpo do mesmo. Athletico está assim, com muitos atletas, e todos habilitados técnica, tática e emocionalmente, para atuarem em alto nível no Campeonato Brasileiro.

Coritiba 0x1 Internacional

O Coritiba destaca uma marca muito atuante durante a partida, a pressão em cima da bola. O Coxa “cobre a bola”, ou tenta trabalhar sempre com a “bola coberta”, termo este utilizado no futebol, para definir se há alguém pressionando o adversário com a bola, ou não. Se não há, chamamos de “bola descoberta”. Porém para você atuar assim necessário é, 1o sua equipe ter a bola, e tê-la, em um bom percentual. Não estou dizendo que para vencer você precisa ter uma boa posse de bola. Estou dizendo que para você pressionar a todo instante, cobrindo a bola em qualquer parte do campo com um atleta da sua equipe, sim, aí se faz necessário. Pressionar é uma ferramenta, que para a equipe executar bem, precisa ter a bola por mais tempo que seu adversário, ao contrário o desgaste será excessivo, principalmente se realizar essa pressão, sem assertividade, o que cansa ainda mais o atleta além de física, mentalmente. Contra o Inter, foi o que definiu o jogo para o adversário. O Coritiba trabalha também com os volantes para compor a área nas bolas de fundo, ou cruzamentos, atrás dos zagueiros. No gol, a linha defensiva do Coritiba está dentro da área, laterais e zagueiros, mas os volantes não chegam a tempo para impedir Paolo Guerrero, de finalizar. Assim como aconteceu no gol de Cittadini no primeiro jogo da final na Arena. Estratégias são criadas, para facilitar ao executor, a ação no jogo, mas quando isso se torna um peso, tem que ponderar, se, em simplificar a atuação do atleta no jogo, ou tornar ela laboriosa, está mais perto da vitória.