No “Conversa com Bial” da madrugada desta quarta-feira, 27, Pedro Bial conversou com o jornalista William Bonner. Em meio a críticas de fãs do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela cobertura do novo coronavírus no “Jornal Nacional”, o apresentador do JN conta que se tornou vítima da polarização política no Brasil:

“Polarização chegou a um ponto em que minha presença em determinados locais públicos era motivadora de tensões. Quando eu percebi isso, percebi isso de maneira ruim, dentro de farmácia. Fui agredido verbalmente, insultado, desafiado.”

Bonner no Conversa com Bial – Reprodução

“Tem gente hoje me aplaudindo que estava, há dois, três anos, me xingando. Pessoas que hoje estão me xingando, há dois, três anos, batiam palmas.”

O âncora do principal telejornal do país segurou as lágrimas e até mudou o tom de voz, que ficou embargada, ao dizer que agiu instintivamente como pai ao tentar defender a honra de seu filho, Vinícius, que vem sendo vítima de constantes golpes por uso indevido de seu CPF. Recentemente, criminosos tentaram cadastrá-lo na lista de beneficiários do auxílio emergencial, que tem pago R$ 600 às pessoas que perderam seus empregos no
período da pandemia do novo coronavírus. No “Conversa com Bial”, William Bonner diz que voltou à rede social, na qual ele não publicava há quase um ano, por instinto paterno. “Tive apenas o objetivo de apresentar uma denúncia, mas coisas estranhas aconteceram”, disse o jornalista.

“Circularam, ainda, pela internet, vídeos que o acusavam [o filho de Bonner] de ter feito o pedido e recebido. E cobravam isso do pai e da mãe. De William e de Fátima. Tinha gente chamando meu filho de cafajeste. Era uma coisa que transbordava um ódio. E esse ódio não me surpreende mais. Mas o que me surpreendeu é que nesse vídeo dizia: ‘e aí, William Bonner, você não vai dizer nada? Você vai ficar quietinho? Seu filho pega dinheiro público e você vai ficar quieto?’. Ora, que sentido faz isso se fui eu que denunciei, que avisei a Caixa?”, questionou.

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