Termina nesta terça-feira (17) a sétima edição do MasterChef (Band) voltado aos amadores. Intitulado A Revanche, o programa colocou no jogo 20 ex-participantes para competir pelo prêmio de R$ 250 mil durante dez episódios. A final trará o paranaense Vitor Bourguignon e o paulista Estefano Zaquini.

Foto: Carlos Reinis/Band

A atração chega ao fim com ibope em queda. De acordo com dados consolidados da Kantar Ibope na Grande SP (cada ponto equivale a cerca de 73 mil domicílios), a média geral de audiência da atual temporada está em três pontos. É a menor dentre as sete edições. O MasterChef já chegou a dar mais de sete pontos na edição de 2015, a maior audiência até hoje.

Uma comparação com a última edição dos amadores, também em 2019, mostra a perda de fôlego do reality gastronômico. A edição que terminou em agosto e precedeu A Revanche teve Rodrigo Massoni como campeão e rendeu à Band 3,6 pontos. A atração foi exibida aos domingos. Nem mesmo a volta para as terças-feiras da edição atual fez a audiência responder.

A diretora, Marisa Mestiço, não entra no mérito do ibope. Ela avalia a temporada como positiva. “Tivemos uma temporada incrível e imprevisível. Foi muito emocionante rever o conteúdo de cada participante em sua edição. Imagino como foi para os fãs do programa. Esta temporada não teve rodeios, os desafios foram diretos e implacáveis para cada um”, define.

Segundo ela, o MasterChef: A Revanche foi usado para testar provas maiores e mais desafiadoras. “Foi lindo rever os participantes em momentos diferentes de suas vidas e trazendo à tona sua assinatura. Percebemos outra postura deles, todos com jeito de profissionais. Sofremos, nos emocionamos, foi especial para todos”, explica.

De acordo com a diretora, todas as provas foram pensadas para esse novo momento de carreira dos participantes e, por isso, foram muito difíceis. “Imaginamos que estar de volta na nossa cozinha tinha que ser por um esforço imenso. Extraímos dos participantes a sensação de uma maratona e assim foi a nossa primeira temporada de A Revanche”, conta.

Para a grande final, desta terça-feira, o anúncio do vencedor será feito ao vivo. “Está emocionante e com uma cozinha grandiosa”, finaliza. No programa, Vitor e Estefano terão de fazer um menu completo com entrada, prato principal e sobremesa que mostre quem eles são. Cada prato precisa refletir a história de cada um, suas preferências, e mostrar ao Brasil o que eles consideram o melhor de sua cozinha. Mas vão ter de incluir obrigatoriamente três ingredientes bem brasileiros nas suas receitas: jiló, pinhão e caju. Erick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça definem o melhor.

A Band ainda não bateu o martelo sobre quando e quais serão as próximas edições do MasterChef nem se há a chance de uma nova edição da versão para crianças acontecer em 2020. A primeira e única foi ao ar em 2015 e foi vencida por Lorenzo Ravioli.

“Ninguém consegue fazer igual”

O chefe Erick Jacquin diz que adorou fazer parte de mais uma edição do MasterChef. “Adorei, amei muito ver os competidores novamente. Foi muito bom”, comenta.

Apesar de já conhecer os cozinheiros de outras temporadas e de ter um carinho pela história de cada um, o chef revela que não foi difícil eliminar a cada episódio. “As eliminações da Revanche não foram as mais difíceis. A seleção [para as escolhas de quem entraria no reality] foi o mais difícil. Eliminar faz parte.”

Jacquin prefere não opinar se foi a melhor estratégia da Band retornar para as noites de terça-feira. “Deixo isso para o público.” Mas projeta que a atração volte renovada em 2020. “Próximo ano será sucesso. Ninguém consegue fazer igual a nós”, finaliza.