“Enquanto eu gostaria que o raio laser viesse na cesta básica, infelizmente, a gente tá tendo que retomar diálogos muito primários de respeito e humanidade. Mas a gente tem que continuar lutando por uma dimensão poética da vida”, ressignifica Rafa Castro, em entrevista exclusiva.

As minas exploradas vão além dos gerais no centro oeste do teletransporte. Fundem uma imensidão que ecoa na viagem solar pelo tupiniquim do seu profundo mar.

Enquanto o mundo se redescobre em meio ao caos, o mineiro, Rafa Castro, propõem em Teletransportar (2020) um paradoxo coletivo para ressignificar os valores essenciais e transmutar as experiências externas que, efetivamente, agregam o aprazível e bucólico.

Enquanto o Brasil se esbaldava nas ruelas e avenidas do samba durante o último carnaval, Rafa Castro e Igor Pimenta consolidavam entre os estúdios, C4, Space Bles e Casa Aberta, em São Paulo, toda a imensidão sonora que, começou a adquirir vida, a partir de uma viagem pelo norte brasileiro, na Ilha de Marajó, no Pará ao Lago do Mamori, no Amazonas.

No enredo das águas, o esvaecimento desastroso da fauna e flora em Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais, são imagens que repercutem no imaginário coletivo. E, Rafa Castro de maneira assonante, entre composições efêmeras, captação e mixagem de Luiz Ribeiro e masterização de Maurício Gargel, evocam de fato, um teletransportar necessário, de dentro para fora.

No episódio 05, Rafa Castro Fica à Vontade e conta sobre a sua relação com o processo de produção de Teletransportar – com distribuição pela Tratore – , seis anos de trajetória e suas ambições durante o teletransporte. Assista a entrevista e inscreva-se no Música é o Canal!