Sempre em trânsito, a sonoridade na discografia da cantora e compositora, Juliana Cortes, vai além das desamarras geográficas da artista curitibana. Assista abaixo a entrevista exclusiva!

“É como se fosse o inverno e o outono e apontam para a minha linguagem de fato, algo contemporâneo, quase de câmara. O disco novo é um experimento”, conta em entrevista ao Música é o Canal, a cantora e compositora curitibana, Juliana Cortes. (Foto: Fernanda Stica)

Em Invento (2013) seu álbum de estreia, com produção de Fred Teixeira e participação especial de Vitor Ramilautor em três faixasJuliana Cortes transita pela poética sulista e os improvisos jazzísticos, ao longo de oito faixas.

Três anos depois, em Gris (2016) Juliana Cortes complementa sua história musical, com a sonoridade que verve em suas passagens por Curitiba, São Paulo e Buenos Aires.

Pelas capitais onde foram realizados os registros das dez canções inéditas escritas por Arrigo Barnabé, Luiz Tatit e Dante Ozzettiresponsável pela produção musical – o álbum, conta ainda, com as participações especiais de Paulinho Moska, Antônio Loureiro e o trio argentino, Diego Schissi, Juan Pablo Navarro e Santiago Segret.

Dos pampas à vanguarda paulista, desta vez, envolta em seu mapa que conta com uma ‘residência artística no DNA da canção’, Juliana Cortes abre os caminhos para novas possibilidades, sete anos após o seu debut.

Mesmo com o início da primavera, Juliana Cortes adverte que, continua sendo uma cantora do inverno e do outono. E no dia 30 de outubro, ela lança, Álbum 3 (2020), sua nova obra que, segundo ela, é um pop-experimental-rock-música-de-câmara-mpb.

Seja feita sua vontade, originalmente, o terceiro álbum estava programado para abril. Porém, após todos os encontros que Juliana Cortes teve ao longo do processo de produção do projeto, ela achou necessário fazer esta mudança.

Eu não poderia lançar um álbum que preza tanto pelo encontro, que é uma celebração de pessoas, num momento desses. Então, optei pelo adiamento, revela a artista sobre o impacto do COVID-19 em seus planos.

Se em Invento (2013) e Gris (2016) Juliana Cortes se aproxima das sonoridades que permeiam a cultura sulista, o novo álbum é um rompante em direção ao pop experimental.

Com os singles, Andorinhas (João Ortácio e Guilherme Becker) e Cores do Fogo (Pedro Luís) o premiado, Ian Ramil assina a produção musical da manifestação sonora que compõe o universo poético e geográfico de Juliana.

Foi uma experiência maravilhosa, um encontro incrível, intenso, profundo e de fato, marca outras possibilidades para o meu fazer artístico. Eu estou compondo algumas coisas, mas para a minha voz, para o meu jeito de me colocar no mundo da canção, conta Juliana sobre a gravação do novo álbum.

Em entrevista exclusiva ao Música é o Canal, a cantora conta os detalhes do Álbum 3 desde as participações, gravações e curiosidades do lançamento. Juliana Cortes fala ainda sobre o início da sua trajetória, há sete anos, e o seu atual momento na arte, em transitar musicalmente por novas experiências.