A programação do projeto Vale da Música, na Ópera de Arame, continua. Mas desta vez, de casa. O Vale, que recebe mais de 600 músicos no Palco Flutuante regularmente e que ofereceu ao público mais de mil apresentações musicais, está com um novo formato neste período, respeitando as orientações de segurança do Ministério da Saúde e dos governos estadual e municipal e, com isso, criou o projeto Crie em Casa. A ideia é fazer com que músicos e bandas criem material exclusivo para o Vale da Música. Os vídeos serão postados na página do Instagram do Parque das Pedreiras.

“A Covid-19 está impactando toda a economia e o segmento da cultura e entretenimento é um dos primeiros a sentir esse baque. Toda a cadeia de profissionais que trabalham com arte e música está drasticamente prejudicada, principalmente músicos. Por isso, pensamos numa forma de fazer com que a engrenagem continue girando, e que não só os instrumentistas que já participam do Vale da Música, mas também outros músicos independentes da cidade, possam mostrar seus trabalhos e serem remunerados, mesmo que dentro de suas casas, em suas quarentenas. A ideia é mostrar para o público quem são essas pessoas, contar a história delas. Mostrar essa rede de músicos da cena instrumental da cidade com vídeos feitos dentro de suas casas”, explica Gabriella Camargo, gerente de marketing da Ópera de Arame.

Foto: Divulgação/Ópera de Arame

O projeto já está selecionando os artistas, e um dos artistas selecionados foi Du Gomide, nome conhecido na cena local e que viu na iniciativa uma maneira de minimizar os impactos que a arte vem sofrendo com a crise. “São trabalhos como esse que permitem músicos de alta qualidade viverem de uma forma simples em Curitiba. Não é um cachê que vai pagar todas as contas, mas vai ajudar e muito a não precisarmos correr atrás de noitadas madrugada a dentro pra ganhar o pão. Com a pandemia no mundo todo, nossa classe artística ficou desamparada, reclusa, insegura, pois como tocar pra ninguém? E como transmitir nossa arte pra alguém que não pode nos assistir ao vivo? Por isso quero aqui parabenizar a equipe do Vale da Música que ao cancelar os shows presenciais, investiu em vídeos caseiros, mas de total liberdade criativa, mostrando que a arte não se cala, apenas encontra outros meios de se pronunciar”, afirma o músico.

Foto: Carol Bassani

Por dia, serão postados de 3 a 5 vídeos, estimulando que cada vez mais músicos participem do projeto. Com isso, o projeto mantém a essência de incentivar a arte e, sobretudo, a música instrumental. Como ainda não há previsão de quando as atividades voltarão à normalidade, o Vale da Música preparou uma curadoria para receber e selecionar os artistas que participarão do projeto. “Existem músicos incríveis da cena instrumental da cidade. Por que não incentivá-los a criar em casa nesse momento de crise e por que não aproximar o trabalho deles das pessoas?”, questiona Gabriella.

Como funciona o projeto

O músico faz um vídeo criando dentro de casa. Solos, composições autorais, covers, brincadeiras com o instrumento, ideias criativas e diferentes – o céu é o limite. O vídeo precisa ser gravado em modo vertical do celular e enviado via WeTransfer para o e-mail [email protected], junto com seu nome artístico e um breve e criativo descritivo e histórico do artista. 

O material é analisado pelo o núcleo curador do projeto e, uma vez aprovado e publicado, o artista é remunerado de acordo com a quantidade de integrantes. O valor por vídeo gira em torno de R$ 100/músico, mas as negociações serão feitas individualmente.

Sobre o Vale da Música

Com apresentação do Bradesco e realização da Futura Fonte em parceria com a DC Set Eventos, Curitiba ganhou em setembro de 2018 o Vale da Música, um projeto ímpar no país que mudará o cotidiano da Ópera de Arame. Entre os pontos turísticos mais visitados da cidade, o espaço recebeu benfeitorias e revitalizações constantes para o melhor atendimento ao público. Agora, na nova fase, implantação de música e cultura diariamente em um palco flutuante e móvel no meio do lago da Ópera de Arame, que vem recebendo shows ao vivo de música instrumental, de terça a domingo, das 10h às 18h. 

Sobre o Bradesco Cultura 

Com centenas de projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. São eventos regionais, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, além do Teatro Bradesco em São Paulo.  

Sobre o Parque das Pedreiras 

Em agosto de 2012, a empresa DC Set Eventos ganhou a concessão dos espaços culturais Ópera de Arame e Pedreira Paulo Leminski, juntos denominados como Parque das Pedreiras. Durante 2012 e 2014, o complexo passou por um processo de revitalização em sua infraestrutura. O Parque das Pedreiras abriu suas portas em 2014 e desde então desenvolveu e sediou inúmeros concertos e festivais nacionais e internacionais em seus espaços. Concluídas as fases de revitalização do espaço e inserção de Curitiba no roteiro das principais turnês, o Vale da Música representa um novo e relevante passo para a operação do Parque das Pedreiras: criar uma constante programação durante o dia que contribua para a difusão acessível da cultura na sociedade. 

Sobre a Futura Fonte 

Proponente do Vale da Música, a Futura Fonte é especializada em iniciativas que fazem da cultura um instrumento de formação e valorização do indivíduo. O grupo realiza eventos e também atua de forma constante na promoção de ações de responsabilidade social conectadas à música, como a associação com a ONG internacional Playing For Change. No Parque das Pedreiras é um dos parceiros da DC Set Eventos na realização de eventos culturais no complexo.