Foto: (AFP Getty Imagens)

A família da cantora americana Aretha Franklin avaliou o discurso de encerramento do funeral da cantora, realizado na sexta-feira, como “ofensivo, desagradável e feito para impulsionar uma agenda negativa”.

Franklin, a “rainha do soul”, morreu no dia 16 de agosto, aos 76 anos, em decorrência de um câncer no pâncreas.

O sermão que causou polêmica ficou a cargo do pastor Jasper Williams Jr., que, em sua fala, afirmou que a América negra estava perdendo “sua alma” e descreveu crianças criadas sem a presença do pai como “aborto após o nascimento”.

“Ele falou por 50 minutos e em nenhum momento a celebrou de forma apropriada”, disse Vaughn Franklin, sobrinho da cantora, em uma declaração em nome da família.

Vaughn acrescentou que não foi Aretha quem escolheu o pastor para falar no funeral – ele foi chamado pela família por já ter discursado em outras cerimônias, incluindo no funeral do pai dela, também pastor e ativista de direitos civis CL Franklin.

“Nós sentimos que o pastor Jasper Williams Jr. usou essa plataforma para impulsionar sua agenda negativa, com a qual, como família, não concordamos”, disse a família da cantora.

O sermão fervoroso e tradicionalista de Williams Jr. provocou reações divergentes na igreja, na sexta-feira. Parte da congregação podia ser ouvida sussurrando: “Fale sobre Aretha!” mas outros aplaudiram o discurso de pé.

Muitos acharam que seus comentários sobre famílias formadas por mães solteiras foram ofensivos, especialmente pelo fato de Franklin ter criado quatro filhos sozinha.

Outros se irritaram com sua afirmação de que “vidas negras não devem importar até que os negros comecem a respeitar a si mesmos e a pararem de se matar”.

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