Que brasileiro ama novela, isso é óbvio. Mas nem toda relação amorosa precisa dos arquétipos necessários para as tramas de Walcyr Carrasco. Admito que a imprensa tem um poder enorme nesse imaginário shakespeariano. Terminar civilizadamente, ficar amigos no dia seguinte, não ir à Justiça… Ahhhh, não dá clique.

A questão que eu quero abordar aqui é diferente: a criação do mocinho e do vilão.

 

 

As tramas, desde a antiguidade clássica, se sustentam com a dicotomia: bom versus mau. Um é fundamental para a existência do outro. Sem Iago, vilão de Shakespeare, não haveria a peça Otelo, o drama das loucuras do ciúme. Sem Coringa, Batman não compreenderia sua história; sem Odete Roitman ou Carminha, as histórias das novelas brasileiras seriam mais pobres.

O problema é que nos acostumamos a eles! Criamos os vilões, escolhemos os mocinhos. Mas por que em uma separação esses papéis são necessários? Pois bem, vamos falar da vida alheia, precisamente das separações noticiadas este ano que acabaram virando novelas. E, para isso, precisávamos que os cônjuges encarnassem os tais papéis.

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