Morreu neste domingo, 26, aos 104 anos, a atriz Olivia de Havilland. Ela morreu de causas naturais, em sua casa, em Paris, onde morava há 60 anos.

(Foto: Divulgação)

 

Dame Olivia Mary De Havilland nasceu em Tóquio em 1.º de julho de 1916. A mãe era uma atriz de teatro inglesa que foi visitar o irmão na capital japonesa. Conheceu um amigo dele, filho de um reverendo britânico. Casaram-se e tiveram as filhas Olivia e Joan, ambas nascidas no Japão. Mas não foi um conto de fadas. Olivia tinha a saúde frágil e a mãe convenceu o marido a voltar à Inglaterra. Pararam na Califórnia, onde o clima era bom para a filha, mas o filho do reverendo abandonou a família, preferindo retornar ao Japão, e à amante gueixa.

Qual era a possibilidade de duas irmãs que se detestavam – ao que consta por um incidente de infância, quando Olivia, a mais velha, rasgou o vestido de Joan – pudessem virar grandes estrelas de Hollywood? Ocorreu com elas – mais um recorde, as duas únicas irmãs a terem vencido o Oscar, e Olivia ganhou duas vezes. Ela manteve o nome da família, Joan adotou o do segundo marido da mãe e virou Joan Fontaine.

Joan ganhou o Oscar de melhor atriz de 1941 por Suspeita, o clássico de Alfred Hitchcock, derrotando Olivia, que concorreu com ela por A Porta de Ouro/Hold Back the Dawn. Olivia venceu em 1947 e 50, por Só Resta Uma Lágrima/To Each His Own e Tarde Demais/The Heiress. Curiosidade – seu diretor em A Porta de Ouro, Mitchell Leisen, foi o mesmo de Só Resta Uma Lágrima. Estava escrito que teria de vencer por um filme dele. Sobre a rivalidade com a irmã, que se tornou lendária em Hollywwod, Joan teria dito: “Ela me odeia porque sou a primeira em tudo. Casei-me primeiro, ganhei o Oscar primeiro, provavelmente vou morrer primeiro.” E morreu – em 2013, aos 96 anos. Olivia continuou. No ano passado, para mostrar que ainda estava em forma, passeou de bicicleta para comemorar os 103.