Morto nesta terça-feira (6) aos 65 anos, em decorrência de um câncer na garganta, o guitarrista Eddie van Halen, considerado um dos maiores músicos de todos os tempos, virou assunto no mundo inteiro. O artista deixa uma legião de fãs e tem agora sua vida relembrada pelos principais jornais do mundo.

O jornal britânico The Guardian definiu Halen como “o herdeiro de Jimi Hendrix” -comparação surgida logo após o lançamento do primeiro álbum da banda Van Halen- e relembrou como suas performances se tornaram algo emblemático não só no rock, mas também na história da música mundial.

Halen foi lembrado também como um músico de canções revolucionárias devido às suas mesclas artísticas, que iam desde o hard rock até o pop californiano, e apresentações em que tocava sua guitarra na “velocidade da luz”.

 

Eddie Van Halen. Foto: Divulgação

 

O Guardian narrou ainda a importância musical de “Eruption”, a segunda faixa do álbum “Van Halen”, que tem 102 segundos de sons instrumentais tão extraordinários que consagrou o artista como um ícone quase sobrenatural.

Os solos e riffs de guitarra de Halen eram tão explosivos e encantadores quanto a queima de fogos de artifício da loja Macy’s, tradicional evento anual de celebração do Dia da Independência dos Estados Unidos. É assim que o The New York Times definiu o som hiperativo produzido pelo músico.

O jornal americano fez uma retrospectiva da vida e da carreira do artista, explicando os motivos que o tornaram uma lenda. O músico usou técnicas autênticas para debruçar sobre novas texturas e possibilidades percussivas de sua guitarra, ao mesmo tempo que fazia as seis cordas do instrumento soarem tão expressivas como as 88 teclas de um piano, ou tão mutáveis como um sintetizador.

“[Halen] não tinha um sorriso forçado -expressão melodramática comum em muitos guitarristas-, e sim um sorriso de menino que se deliciava ao conseguir misturar propulsão, delicadeza e destruição na diversão barulhenta que fazia”, afirma outra publicação do The New York Times.

Assim como o The New York Times, o jornal francês Le Monde também comparou as apresentações de Halen com shows pirotécnicos, repletos de explosões sonoras e visuais brilhantes. Além disso, mostrou como ele passou a ser visto como um artista com “poderes alienígenas e alucinantes” por uma legião de pessoas.

O americano The Wall Street Journal lembrou do artista enquanto um “símbolo do sonho americano e da turbulência do rock ‘n’ roll”. A publicação narrou a história do “músico autodidata” a partir de sua influência na cena musical na década de 1980, quando diversos guitarristas passaram a imitar Halen.

Já o The Washington Post classificou a obra-prima produzida pela guitarra de Halen como um conjunto de “sons estrondosos, brilhantes e extremamente velozes”, que popularizou técnicas de tocar o instrumento até então pouco exploradas.