A atriz e cantora Karin Hils, 41, revelou em suas redes sociais que está recebendo o auxílio emergencial que o governo federal destinou para cidadãos de baixa renda para tentar minimizar os impactos da pandemia da Covid-19 entre desempregados, informais e microempreendedores individuais, entre outros.

O desabafo chamou a atenção porque Karin é uma das estrelas do grupo Rouge, que fez sucesso entre 2002 e 2006, fazendo um retorno que fez os fãs irem ao delírio entre 2017 e 2019. No começo deste ano, ela também iniciou uma carreira musical solo, tendo lançado os singles “Pra Você Ficar” e “Fogo”.

Na TV, ela teve participação nas séries “Pé na Cova” (Globo) e “Sexo e as Negas” (Globo) e nas novelas Carinha de Anjo (SBT) e “Aquele Beijo” (Globo), entre outras. Ela também estrelou musicais de grande sucesso, como “Mudança de Hábito”, “Hairspray” e “Hair”.

“Para muita gente pode parecer que o jogo tá ganho, mas não está”, afirmou. “É lamentável o que estamos todos juntos passando nesse país. Eu me incluo, como artista, mulher e preta. Hoje fui tentar pegar minha parcela do auxílio emergencial.”

Foto: Reprodução/Instagram

“Tava uma fila do cão e ainda tinha gente sem máscara”, reclamou. “Isso é pra vocês terem uma ideia que não está fácil para ninguém. Vi minha vida virar do avesso. Fui inventar de ser artista”, escreveu, usando aindas as hashtags #mef*napandemia e #tenhoféquevaipassar.

No ano passado, Karin já havia revelado que o trabalho no Rouge não era tão rentável quanto parecia. “As pessoas acham que a gente ficou rica. Não! A gente veio de um programa de TV onde o contrato era extremamente leonino, aquilo tudo novo, várias pessoas envolvidas e um cachê muito pequeno, que a gente tinha que dividir por cinco e com os empresários. A gente trabalhava muito e ganhava muito pouco”, afirmou em entrevista ao Luciana By Night, na RedeTV!.

Segundo ela, mesmo lotando estádios em 2003, como o Pacaembu, não era rentável cantar na banda. “Estávamos ganhando R$ 700 cada uma [nesse show]. Aí não tem como sobreviver. É a realidade, a gente entendeu que fazia parte do sistema e não tinha como lutar contra.”