Alexandre Frota viu seu nome estampado nas manchetes nesta semana não só porque foi eleito deputado federal por São Paulo. Horas depois de sair o resultado, seu filho, Mayã, veio a público criticá-lo: “Defende a família, mas queria me abortar”. Frota, que deve cerca de R$ 60 mil de pensões atrasadas, rebateu, dizendo que ele era apenas “fruto de uma transa”.

O EXTRA ouviu Samantha Gondin, mãe de Mayã, que afirma ter tido um relacionamento com o ex-ator pornô e fala da briga na Justiça.

Samantha Gondim com o filho, Mayã, do relacionamento com Alexandre Frota Foto: reprodução/ instagram

Como você descreveria o primeiro encontro com Alexandre Frota?

Foi uma grande surpresa. Nunca imaginei conhecê-lo. Foi em 1998. Eu estava no camarote da Micarecandanga, em Brasília. Eu era muito jovem, tinha apenas 16 anos. O Alexandre estava com a equipe do programa “Galera”, que estrearia no mês seguinte. Conversamos, trocamos contato. No último dia de micareta nós fomos juntos no bloco do Chiclete com Banana. Ficamos juntos e iniciamos um relacionamento.

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Ele diz q o Mayã é “fruto de uma transa”, que vocês estavam drogados e que ele nunca quis o aborto. O que vc tem a dizer sobre isso?

Não conheço ninguém que não seja “fruto de uma transa”. Enfim. Mayã não é fruto de uma única transa como o Alexandre insiste em afirmar durante todos esses anos. Mas ainda que fosse, que diferença faria? Seria menos filho? Mereceria sofrer linchamento moral incitado pelo próprio pai por toda sua vida? Alexandre e eu vivemos um relacionamento, sim. Depois da Micarecandanga, Alexandre me convidou para comparecer na inauguração do programa “Galera”, em São Paulo. Arcou com as despesas e passamos o fim de semana em São Paulo, e voltamos juntos para Brasília. Ainda fui várias vezes a São Paulo ficar na casa dele em Moema.

Sinceramente, não consigo entender por que Alexandre insiste em divulgar o contrário. Não parece ter muita coerência defender a família e rejeitar o próprio filho publicamente durante anos. Defende a mulher, mas insiste em tentar me diminuir ou banalizar o nascimento do até então único filho, agrendindo-me como mulher. Mesmo que o Mayã fosse fruto de um relacionamento de uma noite, o amor, o carinho, o respeito e os deveres de um pai em relação a um filho deveriam se sobrepor a isso. Já esclareci que não usei drogas com Alexandre e nem faço uso de drogas.

O relacionamento com Alexandre terminou quando descobri a gravidez. Não é novidade para ninguém que Alexandre não queria ter o filho e deixou claro que quanto a decisão de levar adiante a gravidez foi só minha.

De fato ele registrou o filho, mas nunca fez questão de cumprir com seus deveres de pai. Ajudava esporadicamente, e de forma não habitual. Foi então que eu precisei ir à Justiça para garantir a manutenção do meu filho. Mayã nasceu e eu tinha apenas 17 anos. Precisava terminar os estudos, cuidar dele.

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