O anúncio de que a Prefeitura de São Paulo contratou a dupla sertaneja Maiara e Maraisa por R$ 320 mil para um festival de réveillon on-line causou revolta em grupos de artistas paulistanos.

Trabalhadores do setor cultural que perderam renda relatam dificuldade em receber o auxílio emergencial previsto pela Lei Aldir Blanc —R$3 mil em parcela única (de competência do governo estadual). Pontuam também que editais especiais na quarentena foram confusos, burocráticos e contemplaram poucos (de competência do governo municipal).

Foto: Divulgação

O produtor de eventos e técnico de som Jeff Lacerda é um dos trabalhadores que não recebeu nenhum auxílio ou ganhou edital e está indignado com os valores gastos pela prefeitura no réveillon on-line.

“A questão não é o mérito das duas artistas. Fico indignado com a Secretaria Municipal de Cultura que está segurando as verbas da Lei Aldir Blanc para projetos contemplados, feitos por pessoas que estão precisando demais. Muitos não conseguiram fazer as inscrições, exigiram papelada para ontem. É uma afronta ver esse valor dado a artistas estabelecidas no mercado, quando temos colegas que perderam renda, casa, e não conseguiram o auxílio. Estamos dando cestas básicas para essas pessoas”, declarou Lacerda.

Ativista há 10 anos na área de políticas públicas para a Cultura, a produtora cultural Inti Queiroz está há quatro anos em diálogo com a Comissão de Finanças da Câmara Municipal. Ela conta que o setor negocia auxílios emergenciais com a Secretaria Municipal de Cultura desde abril, mas as reuniões ficaram aquém do esperado.

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