*Colaboração Monalisa Beer

Nada mais aprazível que chegar ao fim de um dia de trabalho e dar uma passadinha no boteco para jogar conversa fora e tomar uma cerveja bem gelada.

Primo pobre dos bares da moda, os botecos são um convite à descontração de um encontro com os amigos. E a coisa só vai melhorando  quanto mais afastados dos centros das cidades, mais antigos e tradicionais são estes templos da boemia.

Mas, para ser considerado o genuíno boteco de bairro, a casa tem que preencher alguns requisitos. O primeiro deles – ter como palavra de ordem a simplicidade, ou seja, sem firulas na decoração, no cardápio e no serviço.

Depois vem a empatia proporcionada pelo proprietário. Em todo boteco de bairro, o dono é a personificação do lugar – é aquele que faz a gente voltar e virar freguês. Ele é a testemunha da história do bairro, da rua e claro, da vizinhança. Sempre circulando entre as mesas e o caixa, essa figura é tão emblemática que, na maioria dos casos, empresta o nome ou apelido para batizar o estabelecimento.

Todo boteco de bairro que se preze tem uma especialidade da “casa”. Essa coisa é tão séria que já existe até festival para escolher a melhor comida de boteco. Bolinhos, caldinhos, pastéis, friturinhas mil e a coisa avança para um cardápio mais bruto com dobradinha, vaca atolada, mocotó e por aí vai.

O “selo de certificação” de tradicionalíssimo é  conquistado por preço honesto e cerveja GELADA!!

Juntando tudo isso, tem-se o tal tradicional boteco de bairro.

Para entender melhor essa história, separamos seis dos mais tradicionais botecos de bairros de Curitiba para você colocar na sua lista e visitar no próximo encontro com os amigos.

 

Bar do Edmundo – Bacacheri

Na Erasto desde 1967. Foto Oba Gastronomia

Fundado em 1965 na Erasto Gaertner no Bacacheri pelo casal Edmundo e Maria Strombergem, o Bar do Edmundo ganhou fama na cidade com “buchinhos à milanesa”, receita de um antigo açougueiro da Água Verde e frequentador ocasional do bar. Uma das iguarias mais apreciadas do cardápio até hoje, os tais buchinhos foram motivo de filas na porta do estabelecimento.
O bar do Edmundo continua a fazer sucesso com um cardápio que ganhou outras delícias. Hoje, comandado pelos filhos do Edmundo e da dona Maria, José Edmundo e Jarbas, o bar é oferece diversos petiscos de frutos do mar, como bolinhos de bacalhau, siri na casca, de coxinhas, espetinhos de camarão, espetinhos de fil

Especialidade da casa – buchinho à milanesa. Foto Divulgação

é de peixe e claro, o mais tradicionalbuchinho de Curitiba que é servido cortado em tiras e acompanhado de picles. Quer conhecer o cardápio com preços? Acesse

Endereços
Avenida Erasto Gaertner , 1764 –Bacacheri  – Segunda a sábado das 18h às 00h
Rua México , 86 – Bacacheri – Terça a sábado das 18h às 00h.

 

Casa Velha Bar – Abranches

Um misto de armazém e bar, daqueles das antigas, de fazenda mesmo.  Essa é a cara do Casa Velha, um dos mais tradicionais botecos da capital paranaense. Fundada em 1927, o espaço mantém o clima de venda com o típico balcão onde a freguesia podia apreciar a boa e velha pinga.

Nas paredes objetos antigos se misturam a quadros com as menções honrosas de prêmios conquistados e aos recortes de jornais que contam muito da história do lugar. Até hoje a casa já teve oito proprietários e segundo consta – todos poloneses. A família Mickosz é a atual proprietária.

Do premiado bolinho de carne, ao sanduíche de pernil, da costela à dobradinha, o cardápio prima pela excelência no quesito “comida de boteco”. Mas, segundo a tradição da casa o melhor prato do cardápio é o especial do dia.

Democrático, o bar é frequentado por gente de todas as idades.Vale a visita.

Endereço
Mateus Leme – Abranches (ao lado do cemitério do Abranches) – Segunda a sábado das 17h às 00:00. Domingo não abre

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