O crescimento do uso da tecnologia para a aprendizagem é um processo que já acontecia em anos anteriores e que foi acelerado pela pandemia de coronavírus, a partir de março de 2020.

A necessidade de adaptação dos estudos do sistema presencial para o online em todos os níveis de educação leva a crer que a opção é um caminho sem volta e deverá ser cada vez mais valorizado. E muitos estudantes se mostram interessados em aderir à modalidade.

Vale a pena fazer faculdade a distância? Veja como tirar o melhor proveito dos estudos
Imagem ilustratova: Pixabay.

Uma pesquisa realizada pela Educa Insights, em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – **“Coronavírus e Educação Superior: o que pensam os alunos” – aponta que 38% dos estudantes entrevistados desejavam iniciar cursos de graduação no primeiro semestre de 2021. Deste total, 46% demonstraram interesse no ensino a distância (EAD).

“As pessoas usaram mais tecnologia e viram o potencial dela para a educação. Tenho comigo que isso não é uma conquista que ficou na pandemia, mas vai prosseguir no pós-pandemia com impacto muito grande na educação. Isso fez com que as pessoas avançassem nos estudos e não ficassem parados”,

destaca Carlos Fernando de Araújo Jr, diretor Acadêmico de Educação a Distância da Cruzeiro do Sul Educacional, mesmo grupo do qual faz parte a Universidade Positivo.

Mas será que vale a pena optar pela educação a distância no lugar da presencial?

Entre as principais vantagens, na opinião de Araújo Jr., estão no formato do curso, por ser produzido e planejado para atender as necessidades específicas, e por chegar a qualquer ponto.

“Hoje uma pessoa que vive no Amazonas, por exemplo, pode fazer um curso em uma grande instituição em São Paulo ou fora do Brasil. É uma modalidade que está incluindo muito mais alunos no ensino superior”, diz o diretor.

O consultor em carreira Alexandre Weiler, da ESIC Business & Marketing School, o O EaD aponta ainda a liberdade de horários.

“Isso dá uma flexibilidade maior de horário, de trabalho, entre várias outras coisas. O EaD é interessante sim, relevante especialmente a quem não têm muito tempo dedicado, não pode ficar muito tempo preso num único ambiente geográfico. Mas, obviamente, a recomendação sempre é que os alunos escolham por qualidade e não escolham por preço”,

afirma o especialista.

Por outro lado, não é um processo simples e nem para qualquer pessoa. Por isso, a recomendação é que o aluno escolha bem a instituição e se dedique bastante.

“Tem um desafio muito grande. É preciso que o estudante seja uma pessoa muito regrada, auto-motivada, para seguir. Tanto que a taxa de abandono é bastante alta. Especialmente porque, aqui no Brasil, a maior parte dos cursos apresenta corte nos custos e mesmo no preço final, e isso às vezes sacrifica a qualidade do curso. Então, muitas vezes o aluno se sente abandonado, sozinho, e para o processo no meio do caminho. Claro, de forma genérica. Há cursos muito bons, há programas bem direcionados no Brasil, que apresentam alguns diferenciais interessantes”, afirma Weiler.

A disciplina é um ponto fundamental, mas não tão simples de conquistar. Diferentemente do curso presencial, explica Weiler.

“No presencial há um professor, o cronograma, os colegas e a interação te motivando. E ela é muito mais rica e nós somos seres humanos sociais, ela é muito positiva, nos ajuda. Mas em muitos programas do EaD isso acaba não acontecendo. Há programas onde há interações ao vivo, presenciais e sempre recomendo que as pessoas optem por programas que tenham esse tipo de perfil, ainda que cobre um pouco mais, porque ela permite que você tenha o melhor dos dois mundos”,

diz.

Há cursos de graduação que não são completamente online, pois o Ministério da Educação (MEC) exige a realização de encontros presenciais para a realização de algumas provas específicas, aulas práticas, entre outros. O programa pode ser ainda semipresencial, que é aquele no qual a maior carga horária de aulas da graduação acontece em laboratório e atividades de campo. Neste caso, o aluno precisa se deslocar mais vezes até o polo de apoio da instituição.

Validade no mercado de trabalho

Todos os diplomas de EaD têm validade no mercado de trabalho, assim como os presenciais. Basta que o curso seja reconhecido pelo MEC. O certificado não especifica se o aluno fez o curso de forma presencial ou a distância. Os critérios de avaliação dos cursos das faculdades EaD pelo MEC seguem o mesmo rigor dos cursos presenciais.

Dessa forma, é possível se candidatar a vagas de emprego que exijam formação universitária, participar de concursos públicos para cargos de nível superior e fazer cursos de pós-graduação, normalmente.

**O estudo “Coronavírus e Educação Superior: o que pensam os alunos” foi realizado em novembro de 2020 e reuniu em sua quinta fase 1.102 pessoas, entre homens e mulheres com idades entre 17 e 50 anos, de todas as regiões do Brasil, com interesse em ingressar em cursos presenciais e EAD ao longo de 18 meses.

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