TikTok: prova “Anti-Enzo” testa geração Alfa sobre sabedoria dos mais velhos

A dinâmica é simples: reconhecer as imagens e associá-las ao improviso, ou melhor, à “gambiarra”, correspondente.

Edição Fabiano Klostermann

Nesta semana, um novo desafio viralizou no TikTok: a “Prova Anti-Enzo”. A brincadeira reúne cinco objetos que resgatam a nostalgia de quem cresceu antes da era digital, com as famosas “gambiarras” que marcaram o passado. A chamada “geração Alfa” compreende os nascidos entre 2010 e 2025, sendo os primeiros 100% nativos digitais.

Prova Anti Enzo TikTok
Foto: Reprodução/Geração 35+ Original

A publicação foi feita incialmente no Facebook e depois viralizou no TikTok. Na postagem, usuários entraram na tendência e passaram a testar seus conhecimentos sobre um passado não tão distante. A dinâmica é simples: reconhecer as imagens e associá-las ao improviso, ou melhor, à “gambiarra”, correspondente.

A estudante de jornalismo Sthefany Scholze, de 18 anos, conta que conseguiu identificar a maior parte dos itens, com exceção do cartucho. Segundo ela, o contato com esse tipo de objeto, veio mais por relatos familiares do que por experiência própria, o que reforça o distanciamento entre gerações que o desafio evidencia. Além disso, também brincou com a questão do “famoso” prego no chinelo.

Quem nunca pregou o chinelo, foi criança errado. A TV eu já vi, mesmo que eu não tenha feito, e a fita cassete eu só ouvi falarem que faziam

afirma Sthefany Scholze

Já a estudante de nutrição Laylanie Bietkoski, de 20 anos, também entrou na brincadeira e reagiu com estranhamento a alguns itens. Ao se deparar com o cartucho, questionou: “Que trem é isso?”. Apesar disso, reconheceu de imediato um dos improvisos protagonistas na infância de muita gente: o conserto de chinelo com prego, que, segundo ela, é algo “clássico”.

Confira as respostas do desafio:

1 → D 🩴 (prego e chinelo)
Clássico raiz: arrebentou a tira? Sem crise. Um prego resolvia na hora e o chinelo ganhava sobrevida como se nada tivesse acontecido.

2 → C 📺 (esponja de aço e televisão)
Aqui era no improviso total. Valia qualquer tentativa pra melhorar o sinal: mexer na antena, puxar fio, adaptar o que tivesse por perto até a imagem parar de chuviscar.

3 → A 📼 (caneta e fita cassete)
A caneta tinha função extra. Quando a fita embolava, era ela que salvava — encaixava, girava e rebobinava tudo no braço, sem gastar pilha.

4 → E 🖨️ (garrafa de álcool e mimeógrafo)
Isso aqui é nível hard de nostalgia. O mimeógrafo funcionava com tinta, estêncil e álcool — impossível esquecer o cheiro forte das folhas recém-“impressas”.

5 → B 💾 (sopro e cartucho)
Antes do online, era cartucho e paciência. Não pegou? Assoprava, encaixava de novo e torcia pra funcionar. Ritual obrigatório.

Origem do nome do nome da Prova Anti-Enzo que viralizou no TikTok

O nome do desafio, “Anti-Enzo”, surge da popularização do nome Enzo no Brasil a partir da década de 2010, quando passou a figurar entre os mais escolhidos pelos pais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, há cerca de 35 anos, existiam aproximadamente 2,5 mil pessoas com esse nome no País. Em 2019, esse número saltou para 248 mil. Atualmente, já ultrapassa 404 mil, com idade média em torno de 6 anos.

Nesse contexto, a chamada “geração Enzo” nasceu em um cenário completamente diferente: locadoras, lan houses e até o uso de xerox passaram a ser vistos como coisas do passado. Não vivenciaram práticas como rebobinar fita com caneta, lidar com o chiado da televisão ou esperar a música favorita tocar no rádio para gravar, torcendo para que o locutor não interrompesse.

Com isso, por já nascerem com Wi-Fi, celular e tudo à mão, foram apelidados pela internet de “Geração Enzo”.

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