Os professores da rede municipal de ensino de Curitiba estão em greve, nesta quarta-feira (30). Eles escolheram o Dia Nacional das Cidades Educadoras para um ato em protesto ao plano de carreira da categoria.

A rede municipal de Curitiba tem 185 escolas e os alunos estão sem aulas por conta da paralisação programada. O ato foi definido em assembleia feita pelo sindicato que representa os trabalhadores na última semana.

Professores de Curitiba pedem descongelamento de carreiras: 'R$ 70 de aumento em 25 anos'
Grupo de professores da rede municipal de ensino na Avenida Cândido de Abreu, em Curitiba.
Foto: Divulgação/Sismac.

Os salários estariam congelados desde 2017, de acordo com o professor João Paulo de Souza, diretor do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismac). Segundo ele, em entrevista para a Banda B esta manhã, os professores da rede municipal que ingressaram após 2012 recebem atualmente o salário inicial da carreira, no valor de R$ 2.3 mil.

“Com esse valor, os professores terão no máximo a aposentadoria pela média de R$ 1.6 mil”,

reclama o professor.

Os professores reivindicam um descongelamento das carreiras. Conforme a proposta apresentada pela prefeitura ao Sismac, o crescimento dos trabalhadores da educação municipal não seria maior do que 3% ao longo de 25 anos de trabalho.

“É 1% a cada oito anos. Esse crescimento é irrisório. Uma professora teria no máximo R$ 70 de crescimento ao longo de toda sua trajetória profissional pelo tempo de trabalho […] A gente entende que é inegociável”, protesta.

Proposta em conjunto

Souza alega ainda que há uma margem fiscal da prefeitura de mais de 15%, considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal, que seriam suficientes para uma proposta de descongelamento das carreiras.

Grupo de professores da rede municipal de ensino na Avenida Cândido de Abreu, em Curitiba.
Foto: Divulgação/Sismac.

“Sobram recursos. Pedimos que a prefeitura sente junto com os trabalhadores, construa junto uma proposta de descongelamento de carreiras para professores. Existe a lei federal, que prevê a construção de plano de carreira. Todo município recebe dinheiro do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica], que é um dinheiro destinado para a remuneração docente”, afirma.

E reivindica:

“As professoras querem dar aulas, mas querem receber dignamente pelo seu trabalho. Elas não gostariam de estar paralisadas, gostariam de estar nas escolas. A gente está porque a gente precisa de reconhecimento profissional.”

A greve dos professores da rede municipal de ensino de Curitiba está prevista somente para esta quarta. O Sismac, no entanto, não descarta uma nova decisão em assembleia marcada para o final da tarde.

Comunicar erro

Comunique a redação sobre erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página.

Professores de Curitiba pedem descongelamento de carreiras: ‘R$ 70 de aumento em 25 anos’

OBS: o título e link da página são enviados diretamente para a nossa equipe.